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McDonald’s fechará pelo menos 900 lojas no mundo inteiro

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Por Fernanda Franco (da Redação)

Já foram fechadas 25 lojas no Reino Unido, 4 na Rússia, e na Bolívia o McDonald’s já não existe mais. No Japão, EUA e China, já totalizam 350 lojas fechadas.

Na foto, imagem de campanha de uma ONG internacional denunciando as crueldades ocultas no cardápio do Mc Donald's (Foto: Reprodução/PETA)
Na foto, imagem de campanha de uma ONG internacional denunciando as crueldades ocultas no cardápio do McDonald’s (Foto: Reprodução/PETA)

O McDonald’s pode estar com os dias contados. A empresa enfrenta atualmente uma de suas maiores crises em função da queda nas vendas. A notícia, segundo veículos internacionais como o canal Fox6, é que mais de 900 lojas já estejam em processo de fechamento.

A rede de lanchonetes, espalhada em suas 31 mil lojas no mundo inteiro, está entre as empresas que mais matam animais no mundo. Além disso, o McDonald’s é conhecido por tratar muito mal seus funcionários, normalmente jovens entre 18 e 24 anos. É preciso estar mesmo em alguma condição de vulnerabilidade – física ou mental – para aceitar as péssimas e desumanas condições de trabalho oferecidas pela empresa, como jornadas de trabalho excessivas e salários miseráveis.

Tudo que existe e cuja principal natureza é o lucro, aliás, não se interessa por quais vidas serão escravizadas, se humanas ou animais ou alienígenas. O que interessa às coisas que visam o lucro? O lucro em si, e não os meios, muito menos os efeitos dos meios utilizados – no caso do McDonald’s, os meios são diversos: alimentos com péssima ou nenhuma qualidade nutricional; funcionários muito produtivos, trabalhando em regime de escravidão; e, finalmente, sua matéria-prima principal:  corpos de milhares de animais, obtidos por uma cadeia de exploração, tortura e morte.

Quanto aos efeitos, só para citarmos um deles (no caso, sobre o reino humano), conforme publicado na ANDA, em 2004, o cineasta americano Morgan Spurlock passou 30 dias só comendo no McDonald’s para realizar o documentário Super Size Me. No final do período, ele havia engordado 11,1 quilos, seu índice de massa corporal se elevara de 23,2 para 27 (grande aumento de gordura), sofreu problemas como mudanças de humor (um começo de depressão) e disfunção sexual, além de danos ao fígado.

Em uma cena do fantástico filme argentino Relatos Selvagens, o personagem vivido por Ricardo Darín, cansado de ser enganado e usurpado por um sistema perverso, faz a seguinte pergunta para um funcionário que o atende: “Mas se você trabalha para um delinquente, você não é também um delinquente?”. Já falamos por aqui sobre isso: vamos nos tornando exatamente aquilo em que investimos nossas forças. Seja pelo consumo, seja trabalhando-para. Se você ocupa um desses lados, você então não é vítima, você é apoiador desse esquema todo de morte e rebaixamento da vida.

Enquanto houver quem compactue com os McDonald’s-da-vida, que lucram e enriquecem às custas da morte de milhares de animais, da escravização de milhares de jovens, e da produção e venda de comidas-lixo – a vida ficará mais pobre. Até secar de vez.

Talvez seja cedo para afirmar, mas o fechamento de tantas lojas pode ser um sinal, um efeito de alguma mudança que venha atravessando as pessoas em um nível coletivo: parece que, talvez mais pela percepção dos efeitos do que dos meios, as pessoas não queiram mais ver secar a vida em si mesmas compactuando com esse tipo de delinquência lucrativa. Inocência também tem limite.

Diante de uma crise como essa, a rede de lanchonetes poderia então ver diante de si uma oportunidade: como saída, o McDonald’s poderia experimentar fazer diferente, investindo na qualidade nutricional de seus alimentos, oferecendo cardápios saudáveis e sustentáveis, à base de vegetais, banindo dos seus ingredientes a exploração animal e humana. Mas isso seria um delírio: empresas assim dificilmente mudam suas bases. O McDonald’s, ao meu ver, não tem volta: tem que morrer completamente.

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  1. Tão importante quanto McDonald’s fechar as portas é fregueses fecharem a boca para os alimentos oriundos da crueldade e abrirem o coração para a compaixão e o reconhecimento de que animais não merecem acabar em pedaços na chapa quente de uma lanchonete porque são mais importantes, mas muito mais importantes do que um sanduba qualquer de qualquer Fast -food da esquina.

  2. Minhas orações diárias e intensivas são visando o fim da exploração, do sofrimento, da violência e da morte de seres inocentes e inofensivos para usufruto dos humanos. E, esta semana, passei por uma loja do McDonald’s e mentalizei que ou ela falia ou ela investiria em alimentos saudáveis e sem exploração, violência, sofrimento e assassinato de animais. Pelo visto, minhas orações estão dando certo, uma vez que visam o bem da maioria e não dessa minoria que é o McDonald’s, além de que, não são orações egoístas visando o bem a mim mesma, mas aos seres mais vulneráveis e oprimidos do Planeta: OS ANIMAIS NÃO HUMANOS!

  3. Finalmente já começaram a demolir a companhia que mais polui e destrói este mundo (sem querer desvalorizar as outras de merda também) .

  4. Como o MC donald’s pode fechar outras redes de lanche TB deveria fechar. E abrir restaurantes vegetarianos q são raros?? Difícil pq esse tipo de restaurante n vai ter a metade dos clientes q tem em lanchonetes pois ninguém vive de alface.
    Apenas deveriam mudar muitas coisas pra melhorar!!!!!

    1. quanta ignorancia… viver de alface? sou vegano a 2 anos, e nunca vivi de alface, pelo contrário, me alimento muito bem, e nem como alface… pessoas que falam azneira como voce, nao devem ter nenhum conhecimento sobre veganismo ou vegetarianismo, muita ignorancia…

  5. Bem, ele visa muito parar de matar animais, mas pelo amor de Deus , quase 90% da populaçao consomi carne animal, eles vao continuar morrendo…..

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