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Laboratório cria músculo artificial para pesquisas em Campinas (SP)

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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Biotec (Laboratório de Biotecnologia) da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas) da Unicamp estabeleceu recentemente um modelo de cultura de células in vitro, que permite a redução do número de animais utilizados em alguns projetos científicos. O estudo foi coordenado pelo professor Augusto Luchessi, responsável pelo Biotec, e contou com a participação das alunas Karina Pereira, Letícia Tamborlin, Isadora Almeida, Letícia Meneguello e do pós-doutorando André Proença.

Mioblastos (células que dão origem às fibras musculares) foram cultivados e passaram por um processo de diferenciação, originando miotubos, ou seja, células que mimetizam fibras musculares. Esse processo normalmente acontece no corpo do ser vivo durante a regeneração do tecido muscular, mas foi reproduzido pelo laboratório em modelo in vitro. Este trabalho foi realizado a partir de uma linhagem permanente de mioblastos, preparadas a partir de uma amostra de músculo animal e conservadas em nitrogênio líquido. Após a diferenciação em miotubos, as células podem ser utilizadas nos estágios iniciais de certas pesquisas científicas, reduzindo a utilização de animais.

Augusto Ducati Luchessi, professor da FCA e coordenador do laboratório, explica que as células cultivadas in vitro não são idênticas às de um músculo real, mas que seu comportamento bioquímico assemelha-se à fibra muscular de maneira a justificar sua utilização em alguns estudos. “Dependendo do experimento, é possível substituir o uso de animais por este tipo de célula. É uma maneira de controlar ou diminuir o uso de animais em experimentos”, pondera.

Diabetes

Certas pesquisas na área de diabetes – como as que o laboratório pretende realizar – avaliam o efeito da insulina no músculo esquelético, com o modelo in vitro é possível analisar a ação do hormônio ou qualquer outro composto de interesse exclusivamente nestas células musculares, sem a interferência de outras células, tecidos ou órgãos do organismo. “Assim, elimina-se o risco de um erro de interpretação dos resultados, pois quando o experimento é realizado no organismo, teremos que lidar com a possibilidade do resultado observado ser derivado de uma ação indireta do composto, ou seja, como consequência da ação em outra parte do corpo, e não no músculo”, explica Luchessi. Entretanto, outros estudos visam exatamente entender a ação global de determinados compostos no organismo, inviabilizando os ensaios exclusivamente in vitro.

Fonte: Jornal de Limeira

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