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Empresária flagra maus-tratos a oito cavalos em chácara de Piracicaba (SP)

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(Foto: Alessandra Bellucci/Arquivo pessoal)
(Foto: Alessandra Bellucci/Arquivo pessoal)

Uma empresária de Piracicaba (SP) flagrou oito cavalos de raça maltratados em uma chácara no distrito de Tupi. Os animais estavam muito magros e ficaram presos em pequenas baias durante tanto tempo, que as patas estavam cheias de bicheiras e sangravam. O dono do local alegou que não tinha tempo para cuidar deles e que os deixou nas mãos de funcionários. Após ser acionado, ele decidiu doá-los para que outras pessoas possam recuperar a saúde dos bichos.

O flagrante foi feito pela empresária Alessandra Bellucci, que é colaboradora de uma ONG que cuida de cães na cidade. “O caseiro da chácara me pediu ajuda para cuidar dos sete cachorros que ficam lá e quando eu fui levar ração, vi que os cavalos estavam com a saúde muito abalada e em condições deploráveis”, contou.

Os animais ficaram um ano sem sair das baias, o que provocou inchaço nas pernas e bicheiras nas patas, já que eles pisavam nas próprias fezes. Além disso, todas as baias estavam úmidas, o que é prejudicial à saúde dos cavalos.

Apaixonada por animais, Alessandra decidiu lutar por eles e entrou em contato com a Comissão dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que, junto com a empresária, conversou com o médico responsável pela chácara.

“Ele disse que providenciava o bem estar dos animais, que colocou funcionários para cuidar deles, mas que ele mesmo não tem tempo para acompanhar, por isso os cavalos ficaram assim. E também por isso ele decidiu doar”, afirmou a presidente da comissão da OAB, Rosana Junqueira Negretti.

Proteção aos equinos

Os cavalos foram recolhidos na manhã desta sexta-feira (24) e levados para um sítio na cidade. Segundo a empresária, o acordo feito com o médico que doou os animais prevê a criação de uma ONG de proteção aos equinos no município, que acolherá, inclusive, os cavalos de charreteiros que cometerem maus-tratos.

“O que nós vamos fazer agora é tratar desses animais e depois vender com procedência. O dinheiro arrecadado desta venda será usado para a criação da ONG de proteção aos equinos e, o que sobrar, será doado para outras ONGs de proteção a cães e gatos no município”, explicou Alessandra.

Apoio

Segundo ela, os cavalos recolhidos são das raças Mangalarga Mineiro, Paulista e Lusitano e, juntos, devem valer cerca de R$ 500 mil. “Nosso desafio agora é angariar fundos para tratar dos cavalos, já que esses ferimentos precisam de cuidado intensivo. E ainda deve levar algum tempo até que a saúde deles seja restabelecida”, afirmou.

Pelotão Ambiental

O Pelotão Ambiental de Piracicaba chegou a ser acionado, mas não considerou o caso como maus-tratos, já que o médico alegou que contratou um novo caseiro que não soube tratar dos animais.

“Nós consideramos que o problema nos cascos dos cavalos ocorreu devido a um erro de manejo. As baias estavam úmidas e o proprietário falou que soube, depois, que o funcionário não limpava o local adequadamente”, explicou o encarregado do Pelotão municipal João Luís Alves. Segundo ele, o caso foi acompanhando pela veterinária da Prefeitura.

Multa

Quando o laudo confirma que houve maus-tratos, o tutor do animal judiado é multado em R$ 1.780, valor corrigido anualmente. Ainda de acordo com Alves, nesses casos, a Lei Municipal permite que o município faça a apreensão do animal, além de aplicar a multa. E se ficar constatado um caso de maus-tratos, os animais não podem ser doados.

Fonte: G1

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