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Professora quer providências por morte de cachorro em pet shop

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A morte do cachorro da raça Maltês, de aproximadamente cinco anos, no Pet Shop Amigão, deixou a família da professora Silvana Ramires indignada. As causas do falecimento de Scooby, que se deu na última quarta-feira, 15, no estabelecimento, estão sendo apuradas pela Delegacia de Meio Ambiente e deve ter seu resultado revelado até o dia 15 de maio deste ano.

Silvana revelou em entrevista ao GuarulhosWeb que o animal foi deixado no local para que pudesse receber os serviços de banho e tosa oferecidos pelo Pet Shop. No entanto, ela relatou que ao ser informada sobre o incidente e ao chegar no local, pode detectar que o ambiente utilizado para realização dos devidos tratamentos aos animais não reuniam condições para a execução daqueles serviços.

“O cachorro estava escondido em outro local e nem estava mais na área reservada para o banho e tosa. Somente depois de dez minutos da minha presença e de minha filha é que o cachorro apareceu. Vi muitas irregularidades. Não tinha focinheira e [para suprir a falta deste equipamento utilizaram] um cadarço sujo para prender e uma toalha”, explicou Silvana.

De acordo com informações fornecidas pela professora, a banhista responsável pelos tratamentos contratados para o cachorro não possuía qualquer preparo profissional para sua execução. “A moça informou que não tinha treinamento para dar banho em cachorro e muito menos capacitação. Ela achou que ele estava nervoso por causa de estar amarrado e desmaiou nos braços dela”, relatou.

Ela também revelou que em conversa com a proprietária do estabelecimento comercial, Jéssica Geraldes, a mesma demonstrou pouca preocupação com o falecimento do animal. Diante dos fatos, Ramires resolveu registrar um Boletim de Ocorrência do incidente que se passou naquele Pet Shop. “Morreu, morreu! Fazer o quê?”, reproduziu Silvana a reação de Jéssica.

No entanto, a tutora, além de procurar as autoridades competentes para investigar o caso, também ofereceu denúncia ao CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária). Mas, segundo ela, a delegada responsável pelo caso, Ana Maria, o informou que a Lei para estes casos é muito branda e demora muito tempo para acontecer alguma punição aos infratores de maus-tratos à animais.

O GuarulhosWeb entrou em contato com o Pet Shop Amigão para que a sua proprietária Jéssica Geraldes pudesse esclarecer o acontecimento, mas não conseguimos encontrá-la. Além de Jéssica, a Prefeitura e também o CRMV foram procurados para se pronunciar sobre possíveis irregularidades do local, porém, não obtivemos qualquer tipo de resposta até o encerramento desta matéria.

Fonte: Guarulhos Web

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  1. As pessoas tem que checar o local onde vai deixar o seu animal, acompanhar os procedimentos na 1ª vez que levar para um estabelecimento novo, não deixá-lo sem se informar antes… depois que morre não tem mais volta..

  2. Não interessa se a lei é branda. Lei é lei e tem que ser respeitada. Nesse caso dá para abrir processo criminal, processo cível e administrativo no CRMV, pois, todo banho e tosa tem que ter medico veterinário responsável. É importante salientar que assim como existe medicina legal, pericia e medico legista na medicina humana para casos de crimes e atestados de óbitos, na medicina veterinária também existe. Quando ocorrer qualquer tipo de crime contra um animal, procurar de preferência, uma clinica veterinária especializada em patologia forense ou um médico veterinário especialista em medicina veterinária legal para atestar o motivo da morte. Num caso como esse do Pet Shop, após a constatação da morte pode entrar com uma ação judicial criminal por maus tratos e civil por perdas e danos. Se o juiz tiver alguma duvida irá nomear um perito oficial e até a exumação do corpo poderá ser feito. Nunca deixem de denunciar, tão pouco de levar até o final quando escutarem que a “lei é branda”. Eu prefiro a frase “A lei tarda mas não falha”.

    1. Deveria ser fácil assim, se houvesse um organismo fiscalizador independente, que ato contínuo à denúncia ele próprio procedesse a todos esses trâmites de fazer os acompanhamentos necessários, uma vez que ocorreu em local comercial supostamente habilitado para o serviço, e que, requer fiscalização de mais de um organismo. A imensa maioria das pessoas não tem acesso a todos estes procedimentos, nem dinheiro e muito menos, tempo para tal. Afinal, chega a ser utopia, pois nada funciona tão bonito e fácil como parece, e exemplos é que não faltam.

  3. Ninguém se interessa por nada, pois animal não vota, e por conseguinte, não gera riqueza para políticos, se é que posso chamá-los assim! Onde estão os órgãos fiscalizadores da conduta e do bom funcionamento destes estabelecimentos, além da responsabilidade por estas mortes que vêm acontecendo cada vez com mais frequência para infelicidade dos animais e furor de seus tutores? Onde estão trancafiados os PLs que pedem aumento da punição para quem maltrata animais?… Estou exagerando… Afinal se não há mais nem respeito pela vida humana… Nós queremos o quê?…

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