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Ativistas de SP desembarcam em Fortaleza para denunciar Centro de Zoonoses da capital cearense

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(da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desembarcou em Fortaleza um grupo de ativistas de São Paulo com o objetivo de denunciar e chamar a atenção da imprensa e da sociedade quanto ao holocausto que vem ocorrendo (há mais de um ano no CCZ da capital cearense sem que nenhuma providência tenha sido tomada, apesar de todas as denúncias e do conhecimento das autoridades de Estado do Ceará), em particular, e em centenas de outras cidades do país. O objetivo é pacifico e quer tornar visível a realidade de dor dos animais. No Brasil, mais de 5 milhões de cães saudáveis são mortos a cada ano para controle de natalidade, a título de controle de doenças. O extermínio fere a Constituição, que aponta ser o próprio Estado o tutor legal dos animais errantes. Antes da vigília, os ativistas levarão as provas dos crimes que estariam sendo cometidos no CCZ de Fortaleza à OAB – CE e ao Ministério Público – CE, cujas gravações e imagens comprovam que os animais são mortos ali à marretadas e por pessoas não habilitadas, enquanto o CCZ local adultera os laudos e não revela como promove as eutanásias.

Vale lembrar que há um ano e meio, ativistas, com o mesmo intento, protagonizaram o maior resgate de animais do Brasil, em São Roque, SP, que ficou conhecido como o Caso Royal, fato que estampou as capas dos jornais e revistas semanais revelando ao país as vísceras do mentiroso mercado de testes cosméticos em animais no Brasil, já proibidos na Europa e China, a título de testes de vacinas e pesquisas enganosas de medicamentos com dinheiro público que enriqueciam agentes públicos e poucos particulares. O resgate foi posteriormente amparado pelo MP, e culminou na vitoriosa votação do projeto-de-lei que proíbe testes cosméticos em animais no Brasil.

CPI – Os deputados federais Laudívio Carvalho (PMDB-MG – fone: (61) 3125 5717 / dep.laudiviocarvalho@camara.leg.br) e Ricardo Izar (PSD-SP – fone: (61) 3216 5634 / dep.ricardoizar@camara.leg.br) estão acompanhando a vigília que deverá catapultar para Brasília o debate sobre o extermínio ilegal de cães pelas prefeituras e secretarias de saúde do Brasil envolvendo agentes públicos. Os parlamentares aguardam o desfecho para sugerir a criação de uma CPI ou uma Comissão Especial para tratar do assunto.

Modalidades de extermínio – São dezenas as prefeituras arroladas em todo o país, que praticam extermínios com vídeos e fotos que comprovam suas irregularidades. São pauladas, afogamentos, marretadas, injeções letais sem anestesia, tiro, abandono em massa de cães em rodovias, confinamento por sede ao sol, asfixia por monóxido de carbono, incêndio de animais vivos. Todas as modalidades registradas no MPS dos quatro cantos do País.

A prática criminosa do extermínio se tornou cultural em um país que tem baixos índices sanitários e sequer uma política de controle de nascimentos de cães e gatos. Assim, as prefeituras tentam resolver o problema do excedente de cães e gatos de forma barata e caseira, sempre cruel e ineficiente, segundo a Organização Mundial de Saúde, sem jamais equalizar a relação entre óbitos e nascimentos, que ocorrem em progressão geométrica. Para se ter uma ideia do problema, um casal de cães faz, em 7 anos, 42 mil descendentes, e as execuções só aumentam, sem jamais dar fim aos animais resgatados.

Projeto de Lei – Três projetos de lei que tramitam na Câmara Federal tocam no tema:

• PL 3490 /2012 – Proíbe a eliminação de cães e gatos nos CCZs. Autoria, deputado Ricardo Izar (PSD-SP)
• PL 1738/2011 – Determina a vacinação gratuita contra Leishmaniose no Brasil – Autoria, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS)
• PL 1376 /2003 – Determina a castração gratuita de cães e gatos como política pública de controle de natalidade no Brasil. Autoria, deputado Affonso Camargo (PSDB – in memorian)

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