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Na Páscoa, defensores ficam em alerta para salvar coelhos abandonados

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(Foto: Fabio Braga/Folhapress)
(Foto: Fabio Braga/Folhapress)

Enquanto famílias comemoram, confraternizam-se e se empanturram de chocolate com a Páscoa, um outro grupo de pessoas entra em alerta e fica de orelha em pé durante o feriado.

São os “defensores de coelho”, cujo trabalho dobra nesta época do ano. Segundo os ativistas, é grande a procura por esses bichos no intuito de encantar crianças, mas, em seguida, ocorre o abandono.

Lojas que comercializam animais aumentam a oferta e a exposição dos peludos – que possuem diversas raças e tamanhos diferentes – durante a Páscoa. Em média, um coelhinho sai por R$ 100.

O problema é que cuidar de um orelhudo é mais complexo do que parece e, com isso, de acordo com os protetores, há um grande número de desistência dos animais.

“Coelho não é brinquedo. O animal, quando chega a uma casa e passa de mão em mão, se estressa. Ele não está acostumado e tende a morder ou arranhar por medo”, diz a veterinária Gabriela Muniz, 38, que é protetora.

Ela recolheu o coelho Gabriel em um abrigo, na última quarta-feira (1). Ele estava com sinais de maus-tratos.

“As pessoas não sabem como manipular o bicho e acabam machucando. Não se pega coelhos pelas orelhas, isso machuca”, explica.

Ainda sobre os cuidados com o bicho, Gabriela diz que “eles são mais frágeis que cães e gatos, costumam roer tudo que encontram para manter os dentes sempre pequenos, já que crescem durante toda a vida. Não toleram calor intenso nem quedas bruscas de temperatura”.

300 bolinhas

Outra defensora de coelhos é a comerciante Daniela Sato, 31, que se diz “apreensiva” em época pascal.

Ela atualmente cria seis orelhudos: Bibi, Tibi, Amoro, Oreo, Panqueca e Milk.

Parte dos coelhos que tem ela resgatou nas ruas, abandonados.

Dona de uma loja de produtos específicos para o trato dos bichos, Daniela afirma que já reservou um espaço no local para socorrer as “vítimas da Páscoa”.

“É uma situação que não tem como fugir. Estamos preparados para futuros resgates. Criar coelho é muito mais complexo do que se imagina. Eles chegam a fazer 300 bolinhas de cocô por dia.”

Grupos de protetores de coelhos como o “Coisas de Coelho” e o “Adote um Orelhudo” fazem campanhas para que os únicos coelhos vendidos na Páscoa sejam os de pelúcia ou os de chocolate.

Fonte: Folha de S Paulo

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