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Poodle salva família de desabamento em Ribeirão Preto (SP)

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Tomaz Jezewske diz que menos de cinco minutos depois de ser acordado pelo cão a casa caiu (foto: F.L. Piton / A Cidade)
Tomaz Jezewske diz que menos de cinco minutos depois de ser acordado pelo cão a casa caiu (foto: F.L. Piton / A Cidade)

Peludinho, o poodle de um ano de idade salvou a família de Tomaz Jezewske de um desabamento. O cão percebeu que o sobrado onde os tutores moravam, no Jardim Paiva, zona Oeste de Ribeirão Preto, estava prestes a cair minutos antes de as paredes cederem.

Foram os latidos dele que acordaram o tutor a tempo de retirar a mulher e os dois filhos, Pedro e Daniel, de 11 e cinco anos, do quarto onde eles dormiam, um dos cômodos atingidos pelos escombros.

Mesmo com o desabamento ocorrido há uma semana, engenheiros da Defesa Civil da prefeitura ainda não foram ao local por conta da greve.

Era por volta das 6h de domingo, dia 22, quando Peludinho começou a latir e a olhar para cima, para a laje da sala de estar. “Primeiro ouvi um barulho, parecia um tiro do lado de fora, mas logo em seguida escutei cair algo lá em cima. Corri para acordar minha mulher e as crianças”, conta o trabalhador autônomo.

Segundo ele, foram cinco minutos entre o alerta do cão e o tempo de retirar a família da casa. “Se meus filhos tivessem ficado no quarto teriam morrido. Caiu uma viga de concreto bem na cabeceira da cama do mais velho. Foi Deus mesmo que intercedeu por meio do cachorro”, conta Tomaz.

Chovia no momento do desabamento e Tomaz, que tem outros três cachorros, diz que só Peludinho latiu.

“Tenho o sono muito leve também, graças a Deus”, respira aliviado o morador.

A sala da casa foi o cômodo mais atingido. Sofá, estante e televisão desapareceram em meio aos escombros. Vigas pesadas de sustentação do sobrado desabaram. O local todo foi interditado, o morador diz que os bombeiros estiveram na casa e disseram que todo o imóvel está condenado.

“Agradeço que não aconteceu nada com a minha família. Meu filho mais velho ficou muito assustado. No domingo em que a casa caiu ele ficou com febre o dia todo, porque estava impressionado”, diz Tomaz. Agora, o dono do imóvel trabalha sozinho para tentar retirar os escombros da casa.

Defesa Civil ainda não foi à residência

Em nota, o setor de comunicação da Prefeitura de Ribeirão informa que a Defesa Civil solicitou a visita de um engenheiro no local e que ela deve acontecer nos próximos dias para que sejam tomadas as devidas providências.

Questionada sobre o motivo da demora de o engenheiro avaliar as condições do imóvel, a prefeitura respondeu que a greve travou as vistorias.

Como a casa é uma construção particular, a administração diz que não realiza o serviço de coleta dos escombros.

Enquanto a casa está interditada, a família do morador está alojada na casa de uma cunhada de Tomaz.

Fonte: Jornal A Cidade

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