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Suspeita de poluição mata centenas de peixes no Rio Jacuípe, na Bahia

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(Foto: Divulgação/G1)
(Foto: Divulgação/G1)

A poluição no Rio Jacuípe, em Mata de São João, tem matado centenas de peixes. A situação foi vista perto da estação de tratamento da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Os moradores contam que a água tem mau cheiro e dá coceira na pele. Uma água verde e suja é despejada no rio em quantidade, via tubulações, e é apontada como causa da poluição.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) disse que já fez inspeção e que aguarda os resultados. A prefeitura e a Embasa até agora não responderam.

Segundo o biólogo Marcos Vinícius, a água dos tanques da estação tem a cor verde consistente por conta da alta concentração de algas que se reproduzem com a decomposição do esgoto. “É um processo de reprodução de algas, que cobre a superfície da lagoa. Isso diminui a oxigenação, a disponibilidade de oxigênio, para os seres que vivem não só aqui como também no rio”, explica.

Um morador registrou milhares de peixes que morreram por conta da alta quantidade de alga no tanque na semana passada. “Tem mosquito, muito mosquito, muita muriçoca”, relata José Wilson, aposentado e morador da região. Dezenas de casas ficam ao lado da estação de tratamento de esgoto, mas a maioria não tem saneamento básico. “Esse esgoto que corre a céu nú, nos prejudicando, a água de tubo que desce aqui. É só sofrimento”, afirma o segurança Sivaldo de Jesus.

O Rio Jacuípe tem cerca de 150 de extensão. Ele nasce no município de Conceição do Jacuípe e corta as cidades de Amélia Rodrigues, Terra Nova, Mata de São João e Camaçari. A beira do rio é coberta de baronesas, plantas que cresceram devido à quantidade de algas que são despejadas da estação de tratamento. Segundo especialistas, quando o rio está cheio de baronesas, significa que ele está agonizando. “As plantas que recebem essa água, elas reproduzem em uma velocidade muito grande, cobrem a superfície da água, a oxigenação reduz na parte inferior do rio e os peixes morrem”, afirma o biólogo Marcos Vinícius.

Fonte: G1

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