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Família de patos recebe tratamento em ONG após atravessar rodovia

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Família de patos consegue chegar ilesa ao outro lado da rodovia em Jundiaí (Foto: Reprodução/TV TEM)
Família de patos consegue chegar ilesa ao outro lado da rodovia em Jundiaí (Foto: Reprodução/TV TEM)

Em apenas um ano dobrou o número de casos de atropelamentos de animais silvestres nas rodovias da região de Jundiaí (SP). Quase todos os bichos atropelados foram levados para a ONG Mata Ciliar – referência nacional em atendimento dessas espécies. Segundo a ONG, mais de 700 animais vivem nas dependências da organização.

Entre os “hóspedes”, é possível encontrar uma família de patos selvagens que foi flagrada por câmeras de monitoramento atravessando a Rodovia dos Bandeirantes. Os patinhos seguem em fila e chegam a diminuir o ritmo para esperar a passagem de um carro. A marcha continua até a família chegar ilesa ao outro lado da pista, apesar do constante movimento de veículos.

Veja o vídeo clicando aqui.

Da família de patos, seis filhotes foram resgatados e hoje recebem os cuidados da Mata Ciliar, que inclui alimentação a base de milho e farelo de trigo servida na água e até hidroginástica em uma bacia com água.

Outro animal que vive no local é um tucano que bateu no vidro de um carro, perdeu parte do bico e se recupera para ganhar uma prótese. Já um gavião e um jacu precisaram passar até pela UTI e fazer raio-x, que confirmou que os dois quebraram uma perna.

Casos como esses, que aconteceram nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes, aumentaram mais de 100% – subiram de 28, em 2013, para 61 em 2014. Só nos dois primeiros meses de 2015 houve um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a concessionária AutoBAn.

(Foto: Reprodução/TV TEM)
(Foto: Reprodução/TV TEM)

“Quando acontece algum tipo de modificação no ambiente em que eles [os animais] vivem, como queimada, desmatamento ou construção de algum empreendimento, os animais perdem seu habitat e fogem do local onde eles estavam. Nessa fuga ocorre o atropelamento”, explica a veterinária Cristina Harumi Adania.

O pronto-socorro ainda atende animais de grande porte, como uma onça parda que foi atropelada na região de Araçatuba e quebrou uma costela e a cauda. Quando os animais atropelados são mães, os filhotes órfãos são levados para a maternidade da ONG, onde recebem os primeiros cuidados após o nascimento.

No setor, um ouriço, um gambá e um sagui recebem alimentação na boca de duas em duas horas durante o dia. Os medicamentos são administrados da mesma forma, e aquecedores e complexos vitamínicos completam o atendimento aos filhotes.

Porém, todo esse empenho não é garantia de resultado, e a recuperação dos animais atropelados nem sempre é possível. Kiara, um cachorro do mato, quebrou seis costelas, o fêmur e a bacia. Ela não voltará mais à natureza, e está condenada a viver em cativeiro para o resto da vida.

Outros conseguem se recuperar e retornar à vida livre. Um lobo guará que foi atropelado por um carro chegou à ONG com várias fraturas e passou por reabilitação durante um ano. Agora, passa pelos últimos check-ups antes de ser solto na mata novamente.

Fonte: G1

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