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Madrid proíbe a execução de animais abandonados

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Por Alex Avancini (da Redação)

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Ativistas da ONG El Refugio comemoram o projeto de lei que proibe a execução de animais abandonados em Madrid, Espanha – Foto: El Refugio

A Assembleia Plenária de Madrid na Espanha aprovou uma lei que proíbe a morte induzida de animais abandonados na comunidade. A iniciativa partiu do interesse popular e foi totalmente aceita pelos parlamentares, sendo organizada pelo grupo de proteção El Refugio no verão de 2014.

A Assembleia Plenária de Madrid aprovou a lei e apoiou por unanimidade a iniciativa apresentada por Nacho Paunero, presidente do El Refugio. “Hoje é um dos dias mais felizes de nossas vidas”, disse Paunero. “Levamos 19 anos lutando pelo sacrifício zero em Madrid e outras comunidades espanholas. Nós repetimos diversas vezes que não iríamos parar de lutar até conseguir, e agora nós alcançamos nossa meta”, acrescenta o ativista.

Agora sobre proteção da lei, nenhum animal recolhido das ruas da capital será morto caso não consiga um lar. Caso alguma instituição responsável venha a descumprir a norma, poderá ser processada, julgada e punida.

“A partir de agora inicia um novo período no qual o Governo da Comunidade de Madrid tem todo o nosso apoio para implementar as medidas necessárias e reestruturar a gestão corrente dos Centros de Comunidade de Proteção Animal. Esta sim é uma maneira engajada e uma verdadeira forma de proteger os animais abandonados e hospedá-los, em vez de matá-los “, finaliza Paunero.

Madrid, um histórico de lutas

Ativistas lutam bravamente pelos direitos animais há muito tempo na capital espanhola. Em 2013 uma grande quantidade de manifestantes lutaram contra o Toro de la Vega e entregaram posteriormente 85.000 assinaturas no Congresso local pedindo o fim deste cruel festejo. Ambas as iniciativas foram impulsionadas por vários dos numerosos coletivos animalistas que proliferam atualmente na Espanha, que há anos lutam para que os governantes tenham consciência do problema que assola o país.

Para evitar o sofrimento de animais submetidos à apresentações circenses, ativistas da ONG AnimaNaturalis já protestaram de forma pacífica, levando faixas e cartazes de animais que foram abusados em circos, e distribuindo panfletos aos participantes e transeuntes na tentativa de informar sobre como é a vida de um animal aprisionado.

Madrid, através da ONG Espanhola Igualdad Animal,  proporciona anualmente uma das maiores manifestações em defesa aos animais, o Dia Internacional pelos Direitos Animais (DIDA), data comemorada desde 1998 como contraposição à ratificação da ONU sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, declarada em 1948.

Sobre as touradas, muitas manifestações já foram realizadas. Ativistas criaram um touro gigante com seus corpos, cobertos de sangue falso, em frente à arena de touradas Las Ventas. Centenas de pessoas exigiram na Praça de Touros de “Las Ventas” um debate sobre a proibição das touradas no parlamento regional, esperando que seja seguido o exemplo da Catalunha, onde a prática foi banida em julho.

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  1. Ativistas não são simples humanos, são criaturas especiais e superiores no Planeta que tem aprendido compaixão com eles e por isso se tornado um mundo melhor e mais justo para todos os animais.

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