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Paramilitares ameaçam de morte ativistas pelos direitos animais na Colômbia

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colombia1Por Alex Avancini (da Redação)

Ativistas colombianos da ONG pelos direitos animais ALTO (Animales Libres de Tortura) divulgaram através do seu site oficial uma carta de ameaça de morte por parte do grupo paramilitar chamado “Águilas Negras Bloque D.C”. Na carta, o grupo paralimitar acusa os ativistas de “defensores do terrorismo” e dá 24 horas para deixarem o país. Se a exigência não for atendida, o grupo promete “ensacar os animalistas em sacos de lixo ou jogar futebol com suas cabeças”.

O posicionamento de luta pela libertação dos animais – humanos e não humanos –  e a escolha do veganismo como estilo de vida, é por si só, uma manifestação política e confronta totalmente muitos preceitos do modelo de sociedade atual. Através de um comunicado aberto, o ALTO expressa as seguintes palavras sobre o caso:

“Em 10 março de 2015, nós, representantes do movimento de defesa animal colombiano, estamos sendo ameaçados por um panfleto assinado pelo Águilas Negras Bloque D.C, que diz que corremos o risco de sermos mortos se não deixarmos o país dentro de 24 horas, nos apontando como defensores do terrorismo. Todos nós sabemos que o movimento de defesa animal tem proporcionado iniciativas de participação popular para acabar com as touradas e outras práticas cruéis com animais. Mesmo assim, nós apoiamos o projeto ‘Bogotá Humana Fauna’, mantendo, no entanto, a sua autonomia e independência em relação ao governo do condado. Finalmente, nós apoiamos iniciativas de paz no interesse e na inclusão dos animais, que também foram vítimas do conflito. Portanto, rejeitamos categoricamente a criminalização e as ameaças ao movimento animal, além de qualquer posição política, trabalhando para o respeito pelos animais e por uma sociedade que vive em harmonia com a natureza em todas as suas expressões. A luta do movimento de defesa animal está em busca da paz e da justiça, e, portanto, devemos prevalecer sobre o medo.” A mensagem é assinada pelos ativistas Natalia Parra, Carlos Crespo, Batman Camargo, Sebastian Párraga, Jesus Merchan e Andrea Padill.

Carta enviada por grupo paramilitar ameaça de morte o grupo pelos direitos animais - Foto: ALTO
Carta enviada por grupo paramilitar ameaça de morte o grupo que luta pelos direitos animais – Foto: ALTO

Na capital Bogotá, o ALTO atua como um grupo estratégico na Colômbia para posicionar a proteção e os direitos animais na agenda pública. Segundo o grupo, como resultado da ignorância em relação ao tema sobre a importância dos animais, por parte do Estado e da sociedade, há na Colômbia uma regulamentação branda, uma falta de conscientização e um histórico de vários abusos e injustiças que são cometidos contra diferentes espécies de animais no país.

A ONG é responsável por organizar a Marcha Mundial pelos direitos animais em Bogotá e diversas outras importantes iniciativas, como a luta contra as touradas.

Integrantes da ONG ALTO  (Foto: ALTO)
Integrantes da ONG ALTO (Foto: ALTO)


Histórico de lutas na Colômbia

Uma prática ainda bastante popular no país – apesar de ter sido proibida em algumas regiões – é a tourada. Em fevereiro deste ano, ativistas e entidades protetoras dos animais, protestaram contra as touradas na cidade de Medellín. Os manifestantes pintaram o corpo e deitaram no chão, formando a imagem de um touro sendo atingido por uma lança.

Em janeiro, a ANDA noticiou a história de um cavalo que foi esquartejado ainda vivo em uma tourada em Buenavista, Sucre. Um vídeo do acontecimento foi divulgado na internet e provocou o repúdio dos protetores de animais. O cavalo havia sido chifrado por um touro e caído no chão. Neste momento, dezenas de pessoas atacaram o animal ainda vivo e começaram a arrancar sua pele e carne com facas. O Presidente da Associação Defensora dos Animais em Sucre, Mufith Salaiman, afirmou que desde o começo do ano 40 cavalos já sofreram algum tipo de violência, e expressou a necessidade de criar leis que regulamentem este tipo de eventos ou pedir sua proibição.

Touros e cavalos são extremamente perseguidos e maltratados no país. Quando não acabam mortos em conflitos entre sí, são perseguidos e mortos a pauladas, como aconteceu na cidade de Turbaco, no departamento de Bolívar.

Há um grande trabalho a ser feito na Colômbia e grupos como o ALTO são importantes para a difusão de novas ideias de paz neste contexto de violência constante contra os animais.

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  1. Comparações com o Brasil são inevitáveis; ser brasileira pode não ser o sonho de muita gente mas não chega a ser o pesadelo de ativistas e animais como nessa terra onde os que precisam ser expulsos do país e do planeta é que ameaçam os que pregam a paz e a convivência pacífica como se fossem os senhores do mundo e os donos da Lei. Truculência e selvageria estão com os dias contados mas enquanto isso, humanos amigos dos animais devem precaver-se porque suas vidas preciosas, a cada dia que passa valem mais, os animais contam com isso.

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