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Itália está em luta contra as fazendas de fabricação de pele

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Por Alex Avancini (da Redação)

O grupo abolicionista Essere Animali declarou guerra contra a indústria de peles de visons na Itália após lançar sua mais nova campanha “Visione Libere”. A organização traz para o conhecimento da sociedade as verdadeiras condições que estão por trás das roupas com peles de animais, destacando o verdadeiro preço de um casaco feito de animais.

Ativistas do Essere Animali prostem no norte da itália contra as fazendas de pele - Foto: Essere Animali
Ativistas do Essere Animali prostestam no norte da Itália contra as fazendas de pele – Foto: Essere Animali

No último domingo(22), a chuva não parou a mobilização para exigir a proibição de uma nova fazenda de criação de peles em Antegnate, município italiano ao norte do país. Eram muitos ativistas na frente da casa de fazenda onde Franco Finette – comerciante de peles local – já havia trancado os animais apesar do município haver negado a autorização.

Juntos à ONG os habitantes locais deixam claro uma mensagem: “Antegnate non vuole l’allevamento di visoni”, que significa: A cidade de Antegnate não quer esta fazenda de criação de peles de visons. E a mobilização vai além: “Não descansaremos até que esta fazenda seja totalmente fechada”, acrescentam os ativistas da Essere Animali.

Para sustentar esse mercado cruel, entre 11 e 14 animais precisam morrer para fabricar apenas 1kg de peles. Algumas vezes é preciso cerca 80 visons para produzir apenas um casaco de peles. Um verdadeiro holocausto da moda.

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“No Allevamenti” significa para os italianos “Não às fazendas de pele”, sobre a criação de uma nova unidade na cidade de Antegnate. – Foto: Essere Animali

Leis que proíbam as fazendas de criação

De acordo com o relatório Eurispes 2015, mais de 90% dos italianos se opõem à criação de animais para o uso de peles. E rapidamente algo está se movendo nessa direção. No Parlamento, há três projetos de lei (“bipartidário”) pedindo para proibir este tipo de criação na Itália: o da Senadora Silvana Amati, do deputado da Forza italiana Vittoria Brambilla e da parlamentar Chiara Gagnarli. O objetivo é proibir a abertura de novas instalações perto das já existentes e dar a oportunidade para “resgatar” os animais já presentes na Itália através de sua reintegração na natureza como parte de projetos de reabilitação acordados com os ministérios relevantes. “O cenário europeu é definitivamente a favor de uma possível proibição entre os últimos países que aboliram as fazendas, há também o fato de que a Holanda é o terceiro país na lista de fabricantes mundiais de pele de visons. Se a Holanda foi capaz de proibir, com mais de 200 fazendas de martas no seu território, a Itália não pode ficar para trás”, comentam integrantes da LAV, a Liga Anti Vivissecção.

A ONG está coletando assinaturas para mostrar o interesse local e mundial pelo fim das fazendas de visons na Itália, acesse este link para assiná-la.

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Ativistas enfrentam chuva e frio para exigir a proibição das indústrias de pele na cidade de Antegnate na Italia – Foto: Essere Animali

Confira o vídeo investigativo da ONG italiana Essere Animale sobre o mercado de visons:

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  1. Sonho com o dia em que o Santo Padre arregace as mangas da veste papal e lidere movimentos ativistas em prol da vida de TODOS os animais do seu país e do mundo, porque não é suficiente a solene e sagrada benção de Sua Santidade para eles já que ela não impede que sejam torturados e mortos. Deus conta isso.

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