• Home
  • Todos os mitos sobre a capacidade paranormal dos animais

Todos os mitos sobre a capacidade paranormal dos animais

0 comments

dd
O Italiano Stefano Dalla Casa escreve importantes considerações sobre as capacidades paranormais dos animais – Foto: Getty Images

Stefano Dalla Casa, um jornalista italiano, escreveu recentemente um artigo muito interessante sobre as capacidades paranormais dos animais, no qual discute os principais casos – e mitos – sobre o assunto. Os cães podem prever a chegada dos tutores? Os animais podem prever terremotos? Existem serpentes telepáticas? Neste artigo ele esclarece algumas dessas questões.

Viver com um animal doméstico é uma descoberta continua. De fato ninguém coloca em dúvida a capacidade dos animais em nos surpreender sobre seus comportamentos. Algumas vezes, no entanto, esquecemos de deixar de lado a emotividade para não tirar conclusões erradas sobre os casos. Sempre recorremos ao sobrenatural para explicar os fatos que fariam os nossos amigos serem ainda mais especiais que os outros. Aqui estão alguns dos mais famosos:

Cães Videntes

Em julho será lançado o romance “Boys best Friend”, uma história de duas garotas que tentam demonstrar que seu cão sabe quando estão voltando para casa. Colaborou para este romance o biólogo Rupert Sheldrake, que há anos procura explicar ao mundo que os cães têm poderes psíquicos. O problema é que, como muitas das afirmações de Sheldrake, esta também é um grande engano pseudo científico.

A partir das histórias comuns entre os tutores de cães, nos anos 1990, Sheldrake produziu uma série de experimentos. Ele filmou o comportamento dos cães quando os tutores estavam fora de casa, e chegou à conclusão que os cães passam mais tempo próximo às janelas ou à porta de chegada quando se aproxima o momento de retorno dos tutores. Além disto, segundo Sheldrake, quando os tutores estavam na rua de casa, contemporaneamente os cães demonstravam saber através de um certo comportamento.

O experimento atraiu grande interesse por parte da mídia, mas em compensação foi muito criticado por diversos cientistas, em particular pelo psicólogo Richard Wiseman. Wiseman, que tentou repetir o experimento com os mesmos cães usados por Sheldreke, demonstrou uma explicação muito mais simples, que não pressupões que há uma existência de um fator telepático nos cães em relação aos tutores: Quanto mais eles ficam fora de casa, mais os cães se tornam impacientes, começam a visitar certos locais da casa e frequentemente esperam para vê-los tornar.

Em relação ao sinal o qual poderia se entender que o cão havia percebido o momento de retorno dos tutores para casa, Wiseman chega à seguinte explicação: Na interpretação de Sheldrake, qualquer ação que levasse o cão aos locais naquele instante eram anotados como prova do fato. Mas um cão quando espera um tutor não fica necessariamente parado, se move continuamente e no momento em que o seu tutor decide voltar para casa, é muito provável que esteja fazendo alguma coisa neste instante. As coisas seriam estranhas se o comportamento não fosse esse, ou seja, se apresentasse sempre o mesmo comportamento e não uma ação que o animal repetisse sempre ao longo do dia.

E quando os cães, por exemplo, nos trazem a coleira no instante em que estávamos pensando que era a hora do passeio? Até mesmo neste caso não há nenhuma telepatia. Como explicado em uma recente entrevista, o Dr. James Serpell, especialista na interação entre os homens e animais domésticos, na Universidade de Pensilvânia, os cães aprendem a colher e sinalizar o que precedem uma certa ação dos tutores, até mesmo quando não sinalizamos conscientemente.

Previsões de terremotos

Nós sempre ouvimos dizer: Pássaros, gatos, peixes e insetos todos parecem saber reconhecer quando virá um terremoto. Existem lendas que falam de um certo poder dos animais em anunciar estes acontecimentos quando fogem de casa no dia anterior aos terremotos nas áreas mais afetadas de São Francisco – como muitas vezes acontecem nos mecanismos de previsão dos terremotos – mas tais provas não são nada confiáveis

Um certo comportamento animal poderá estar ligado em relação ao terremoto depois que este aconteceu, entretanto, a aproximação temporal não significa necessariamente que esses dois eventos estejam ligados. Todas as vezes que seguimos estudos estatísticos, como no caso dos anúncios feitos por animais perdidos, as provas ficam sem fundamento.

Certamente alguns animais podem sentir chegar as ondas P de um terremoto – geralmente não percebidas pelos seres humanos – que precedem em alguns segundos as mais perigosas ondas S. E não podemos esquecer que, sempre sem invocar misteriosos poderes precognitivos, o senso dos animais podem advertir outras mudanças no ambiente associado aos tremores (apesar de tudo, parece que os cães percebem também o campo magnético terrestre). Certamente que não podemos contar com o comportamento de Fido e Boris para anunciar com certeza um acontecimento sísmico.

Tudo bem, talvez cães e gatos não sejam videntes, mas e se existisse uma forma de ler a mente dos nossos amigos de quatro patas? Existem pessoas que, por uma boa recompensa, se exibem fazendo acreditar que podem dar voz aos pensamentos que os animais não são capazes de dizer. Na Itália por exemplo, se tornou muito famosa Amelia Kinkade, autora que fala com os animais. Ela explica como é capaz de se comunicar não só com cães e gatos, mas também com cavalos, peixes, insetos e serpentes.

Nos Estados Unidos uma outra sensitiva com os animais ganhou as manchetes. Sonya Fitzpatrick, tinha a mesma proposta, num show do canal Animal Planet, The Pet Psychic (2002-2003), fazia o público acreditar que tinha poderes de falar mesmo com os animais mortos.

Qual é o segredo? Como todos estes “sensitivos” – incluindo aqueles dos animais – não fazem outra coisa além de apresentar um show que utiliza algumas técnicas clássicas do mentalismo (por exemplo, o Cold Reading), mas neste caso, a execução é totalmente infantil porque qualquer cara de pau pode tranquilamente obter os mesmos resultados sem qualquer preparação. Tudo está em dizer aos tutores aquilo que eles querem ouvir trazendo para eles alguma informação sobre eles mesmos mas repetida, como se fosse transmitida pelo animal. Se o tutor quiser saber alguma informação específica, do tipo onde nasceu o gato de rua que foi adotado, dificilmente algum desses profissionais conseguirá responder até que ele consiga do participante algumas pistas na direção certa.

Um caminho um pouco mais difícil do que esse no entanto é participar dos cursos e treinamentos de comunicação com os animais. Por exemplo: com um pouco menos de 300 (euros) um especialista em pranoterapia, Reiki, flor de Bach, riflessiologia plantare, aura terapia ou radioestesia ajudarão neste percurso para entender como funciona a comunicação telepática dos animais.

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>