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Museu cancela exposição de arte com sangue e carcaça de animais após protesto de ativistas

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MEXICO yqtdl6x96 7cd2kt9x6d file Os animais eram sacrificados ao vivo no palco, mas Nitsch rejeita a concepção de que o seu trabalho envolve tortura (Foto: Reprodução)
Os animais eram sacrificados ao vivo no palco, mas Nitsch rejeita a concepção de que o seu trabalho envolve tortura (Foto: Reprodução)

O Museo Jumex na Cidade do México suspendeu uma exposição polémica do artista austríaco Hermann Nitsch após uma petição online que pedia o seu cancelamento ter reunido mais de 5.000 assinaturas.

Os ativistas alegaram a utilização por parte de Nitsch de animais na sua obra. As performances “Orgien Mysterien Theater” ou “Aktions” são extravagâncias dionisíacas que, às vezes, envolveram carcaças e sangue, bem como o fingimento de mutilação e crucificação. A exposição estava prevista inaugurar a 27 de fevereiro e continuar até 14 de Junho de 2015.

Uma contra-petição também foi iniciada. “Precisamos do impacto do trabalho do artista,” argumentavam. “É um grande exemplo da violência que aflige o nosso país e do fascínio de seus habitantes por ela.” Mas o lobby pró-Nitsch não conseguiu gerar muito entusiasmo: no momento da notícia tinha apenas 29 signatários. Outra petição, intitulada “Si A Hermann Nitsch,” tem tido um pouco mais de sucesso, tendo reunido até agora 862 assinaturas.

Os membros da cena artística mexicana reagiram com decepção para com a actitude da fundação privada.

A Colección Jumex foi fundada por Eugenio López Alonso, o filho do presidente do Grupo Jumex Eugenio López Rodea. É considerado coleção mais substancial da região de arte contemporânea e é declaradamente a pena “pelo menos US $ 80 milhões.” Projetado por David Chipperfield Architects, o Museu Jumex inaugurado em novembro de 2013.

Escrevendo na publicação Nexos, o escritor Enrique G de la G discutiu a “grave crise” da fundação que “compromete a sua existência, a médio e longo prazo.” Ele acusa o Grupo Jumex de olhar principalmente para a imagem da empresa e os seus interesses comerciais.

De acordo com fontes locais, a exposição do artista será substituída por uma exposição colectiva de obras de arte retiradas da coleção, incluindo obras de Wilfredo Prieto, Dieter Roth, e Hans Peter Feldmann.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Foto: reprodução
Foto: Reprodução

Fonte:  Arte Capital

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  1. Não li toda a matéria, pois se este lixo é arte… então, não sei onde ficam Michelangelo, Van Gogh, Da Vinci, Di Cavalcanti, entre outros. Para mim, quem não tem criatividade e capacidade, faz isso, assim como Hitler queria ser pintor, mas era medíocre!!!

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