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Animais mal tratados recebem cuidados especiais no litoral da BA

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(Imagem: reprodução)
(Imagem: reprodução)

Animais em situação de risco ou vítimas de maus-tratos recebem o cuidado especial de biólogos no litoral norte da Bahia. Os animais são monitorados à distância, com pouco contato com o homem, até que possam voltar à natureza.

O viveiro foi construído no meio da Mata Atlântica, especialmente para a readaptação de animais à vida selvagem. No local eles ficam isolados. Os tratadores só aparecem uma vez por dia para trazer água e comida. Mas todo o comportamento dos bichos é acompanhado à distância.

Cinco câmeras monitoram dia e noite o que eles estão fazendo, ou se têm algum problema. Uma câmera é móvel e permite ver de perto o que está acontecendo. Para os biólogos, quanto menos dependentes do homem, mais chances os animais terão de sobreviver quando voltarem para a natureza.

“Vai estar sujeito à caça, vai estar sujeito a atropelos, então o animal tem que estar preparado mais tarde para entender que a forma humana não oferece segurança. Ele tem que entender que o lugar dele é junto a outros tamanduás, é junto a outras espécies em meio à mata”, explica o biólogo Álvaro Medeiros.

O projeto foi criado há seis meses para cuidar de animais em situação de risco. O viveiro também pode receber aves e até felinos de pequeno porte. Atualmente a equipe se dedica à readaptação de três tamanduás-mirins, espécie muito comum no Brasil. Dois deles ainda são filhotes; chegaram ao local depois que a mãe foi atropelada.

Uma fêmea foi capturada por caçadores e, possivelmente, acabaria nas mãos de traficantes de animais. Ela foi recuperada pelo Ibama e levada para o local.

Ela passou um mês no viveiro e a equipe percebeu que o comportamento mudou, o animal está mais independente e confiante. A espécie vive nas copas das árvores. A fêmea adulta começa lentamente a escalar o tronco e vai subindo ainda meio desconfiada, mas logo se sente à vontade. Minutos depois, ela já desaparece na folhagem. É a reação que todo mundo esperava.

“Com certeza ele já está reintegrado. No momento que a gente solta e ele sobe, tem condicionamento de subir, desaparecer, fugir do ser humano, isso prova que realmente o trabalho foi bem feito”, diz o coordenador do projeto Floresta Saudável, André Costa Pinto.

Fonte: Jornal Hoje

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