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ONG faz campanha para cuidar de cães abandonados em Cuiabá (MT)

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OPA-MT cuida de animais que foram abandonados em Cuiabá. (Foto: Divulgação/OPA-MT)
OPA-MT cuida de animais que foram abandonados em Cuiabá. (Foto: Divulgação/OPA-MT)

Para continuar cuidando de cães que foram abandonados, a Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (Opa-MT) iniciou uma campanha para arrecadar dinheiro e poder custear a alimentação e tratamento de saúde dos cachorros do abrigo. A ONG precisa quitar uma dívida de R$ 12 mil em tratamento veterinário.

Criada há dois anos, a OPA abriga atualmente cem cães, que são criados e tratados através de doações e do esforço do trabalho voluntário de pessoas que se interessam pela causa. Desses cães, 60 estão prontos para serem adotados. As despesas envolvem ração, vacina, castrações, medicamentos e pagamento de alguns funcionários necessários para o abrigo.

“Sempre fazemos campanhas que nos ajudam, mas dessa vez nosso dinheiro deu uma apertada. Não estamos mais recebendo a ajuda [financeira] que tínhamos. Temos muitas despesas e o gasto mensal, sem contar o custo da clínica veterinária, fica em torno de R$ 7 mil a R$ 8 mil e estamos devendo R$ 12 mil em despesas veterinárias”, disse a presidente da OPA, Michelle Scopel.

Os voluntários também têm a preocupação de cuidar de cães doentes, como é o caso de três cachorros que estão em tratamento contra o câncer. “Esses animais precisam de quimioterapia. Cada sessão [de quimioterapia] é R$ 180. Alguns desses cães com câncer passaram por cirurgias e outros precisam de medicamentos que são caros”, comentou Michelle. No entanto, as pessoas também podem ajudar doando ração ou remédios para os animais.

Outro problema que a ONG precisa resolver é um lugar definitivo para o abrigo. O atual era de forma provisória, cedido por uma voluntária. Em um prazo de sete meses a OPA vai precisar sair desse local. Os voluntários ainda avaliam o que irão fazer e para onde o abrigo de animais pode ir.

Tigresa e Bolinha

A ONG ajudou no resgate de dois animais que ganharam o carinho e a torcida dos moradores: Tigresa e Bolinha. Tigresa sobreviveu depois de ser jogada do viaduto da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), em Cuiabá, em julho de 2013. A cadela passou por mais de três cirurgias reparadoras. Segundo os veterinários, ela fraturou uma das vértebras e múltiplas fraturas nas duas patas dianteiras.

Por alguns meses também precisou ficar com o pescoço e as duas patas imobilizadas. A pessoa que teria jogado a cadela do viaduto não foi identificada ou presa pela polícia da capital. Parte dos custos no tratamento de recuperação de Tigresa foi bancado através de doações de pessoas que se sensibilizaram com a história da cadela. Ela chegou a ser colocada para adoção, mas foi adotada pela própria presidente da OPA.

Já o caso mais recente foi o do Bolinha, que foi resgatado após ter vivido 12 anos em um posto de combustíveis na BR-34. Ele pesava 36,5kg e mal conseguia se locomover. O animal acabou virando o mascote da lanchonete ao lado do posto de combustível. Bolinha engordou demais depois que os clientes começaram a dar comida pra ele.

Bolinha foi levado para uma clínica na Avenida Carmindo de Campos. O tratamento dele será pago por meio de doações feitas por meio da OPA-MT ou diretamente na clínica.

Fonte: G1

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