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Frente de libertação animal brasileira invade criadouro de chinchilas em Itapecerica da Serra (SP)

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Por Alex Avancini (da Redação)

chinchila

Cerca de 100 chinchilas foram libertadas de um criadouro da cidade de Itapecerica da Serra (­SP) no último domingo 19/10 por um grupo de ativistas que respondem pela Frente de Libertação Animal Brasileira. A invasão ocorreu após o grupo receber denúncias na internet e resolveram averiguar com seus próprios olhos a informação. Constatada a presença e o comércio dos animais, eles decidiram agir.

As chinchilas eram exploradas pela empresa de Carlos Perez, a Master Chinchila. De família argentina e residentes no Brasil, eles lucram com esses animais desde a década de 1970 em um sítio de 414 m² na cidade de Itapecerica de Serra, 25km da capital paulista. A empresa mantém a mais antiga criação de chinchilas no Brasil com mais de 30 anos de atuação ininterrupta na indústria. Segundo dados do site da empresas eles têm 1.100 fêmeas e 214 machos reprodutores registrados. Estima-­se que a empresa já tenha explorado mais de 50 mil chinchilas, e chega a matar cerca de 200 por dia.

Segundo os ativistas, a grande maioria dos animais estava quase morta, sofrendo bastante em consequência das péssimas condições do ambiente. De acordo com relatos, ao entrarem no local, sentiram um insuportável calor dentro da sala. Para as chinchilas que são mais sensíveis às altas temperaturas, “estava um verdadeiro inferno”, conta o grupo.

Conforme dito pelo grupo eles deixaram mensagens e símbolos de libertação animal. Todas as chinchilas possuíam uma argola chumbada em volta do pescoço, que as enforcava. Os animais estavam presos em gaiolas colocadas uma em cima das outras, a sala não tinha nenhum tipo de ventilação, os próprios ativistas mal podiam respirar de tão abafado e quente o ambiente.

Os animais resgatados já receberam todos os cuidados necessários e passam bem. Os ativistas dizem que eles foram levados em segurança para locais desconhecidos.

Carta da Frente de Libertação Animal

“Não acreditamos em petições, em PL, em lei, não acreditamos em nada que seja relacionado ao estado opressor, pois no mundo onde vivemos, não existe justiça, e não a alcançaremos se não lutarmos com as nossas próprias mãos por ela! Sendo assim a ação ­direta é a nossa escolha, pois com ela acreditamos ao menos passar perto do termo LIBERTAÇÃO ANIMAL, uma vez que, enquanto respondemos essas perguntas, centenas de milhares de vidas estão sendo arrancadas pelas mãos do homem opressor, não podemos ficar simplesmente “aguardando” ou nos manifestando “pacificamente”, acreditando em promessas vazias e em engravatados do poder, que lucram com a morte de todos esses animais. Nós somos a avalanche, que vem derrubando os muros dessa sociedade doentia capitalista. Continuaremos salvando vidas, sendo livres, e livrando!

Se querem mesmo nos ajudar, pedimos que se organizem melhor, de forma descentralizada, autônoma e libertária, livres de qualquer tipo de preconceito, políticos e instituições do governo, livres de exposições desnecessárias nas redes sociais, pois sofremos uma enorme perseguição, afinal, somos quem fere os interesses econômicos do país, ou seja, somos o inimigo n° 1 do estado, portanto, devemos nos cuidar e cuidar de todos que lutam por essa causa!

Não aceitaríamos de maneira nenhuma dar uma entrevista ou sequer registraríamos uma ação desse tipo se não houvesse um único propósito, o de abrir os olhos da sociedade, pois a cada dia que passa, conhecemos mais e mais pessoas que simpatizam com a libertação animal, porém, ainda precisam de muita instrução para executarem ações bem sucedidas!

Gostaríamos de deixar claro que não estamos sozinhos. Em todo lugar do mundo existem células A.L.F, informe-­se, converse apenas com pessoas de sua total confiança, forme a sua célula, não combine nenhuma ação ou algo do tipo via redes sociais, telefones celulares… existem outros meios de comunicação, a mais segura de todas continua sendo a conversa pessoalmente! Lembrando, apenas com pessoas de sua total confiança!

Lembrando que:

Nós não iremos alcançar a libertação animal de forma pacífica/passiva! As leis não favorecem nem a nós (animais humanos),

Imaginem só esperar por leis que irão realmente favorecer a eles (animais não humanos)? Nós não iremos parar por aqui até que não exista mais exploração animal e da Terra. Portanto, não importa onde estivermos, estaremos resistindo e lutando por toda e qualquer forma de vida que ainda resta nesse planeta.

Sendo assim… só nos resta a LUTA.

Com amor: A.L.F”

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  1. Acho legal a iniciativa.
    Só falta eles começarem a ser efetivos e invadir o que realmente importa: Ibama, MAPA, Anvisa… esses que tem que ser invadidos… porque são eles que exigem testes em animais… e por lei. As empresas são reféns desses orgãos. Aliás, as empresas não quem ter que fazer testes, porque isso gera custo e não é barato. Sei disso porque trabalhei numa empresa de agrotóxicos, na área financeira…
    Então, basta que essas 2 entidades mudem as portarias para liberar registros comerciais e os testes vão diminuir drasticamente…

  2. Vcs estão de parabéns…..tenho uma chinchila e sei q jamais elas podem viver como foi relatado aqui…..gostaria muito que tivessemais grupos como esse em defesa dos animais….gostaria de saber, o que sera feito com as chinchilas resgatadas?

  3. MARTÍRIO E CORAGEM SÃO SINÔNIMOS?

    Sem dúvida são a vanguarda do abolicionismo animal, tornando-se os meios que mais efetivamente colaboram pelo fim da exploração animal, pela terapia de choque que dão nessa sociedade especista, alardeando as autoridades cumplices e pessoas interessadas na manutenção da exploração animal. Serão heroínas e heróis para muitas pessoas que vão ler os livros de História de um futuro não tão distante.
    .
    São os MEIOS mais eficientes e avançados de uma FINALIDADE super necessária e urgente: o abolicionismo animal.
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    Mas é aí que reside um paradoxo fatal. Contra a instrumentalização dos animais não-humanos se tornam tais militantes instrumentos da própria libertação animal: sacrificando sua própria liberdade, conforto e tranquilidade (que todo animal humano ou não-humano merece!) sendo pres@s, perseguid@s e até mort@s, como ocorrido no caso da Jill.
    .
    Sinto que na psiquê de 1 militante ALF tem que haver uma disposição (até de fundo cristão) para o martírio e abnegação que eu não emulo em mim jamais nem em ninguém: pois essa disposição, dada às consequências policiais e judiciais dessa sociedade ignorante, leva a sofrerem seres sencientes: a própria galera que se abnega nessas ações necessárias.
    .
    Assim, são úteis, importantes e necessári@s no mundo atual: essa é a força que legitima o brilho e o esplendor da ALF. Mas eis justamente aí também sua fraqueza: ser assujeitad@ pelo que é “útil” e “necessário” é algo que não desejo a nenhum animal, pois traz sofrimentos em qualquer hipótese, que serão agravados com a mão-de-ferro do Leviatã que governa essa nossa sociedade doente…
    .
    Para evitar-se tanto a instrumentalização animal não-humana, quanto a instrumentalização de pessoas humanas em ações martirizantes ou até suicidas é necessário abolir a cumplicidade das pessoas nessa violenta cultura especista em nossa própria esfera individual, veganizando nossos hábitos. Urgentemente.
    .
    Mas se, como bem sabemos, o veganismo individual só tende a aumentar, se difundir e a acelerar com as ações diretas como essa, então podemos sentir como é trágico e infausto o panorama atual.

  4. EStou publicando no meu BLOG e parabenizando a Frente de Libertação Animal porque não tem nenhuma politica de proteção animal. Libertaram as chinchilas e alimentaram os cachorros que as mataram ou morreram ao sol ou sabe-se lá de que mais.

    1. Fui ver o site e logo vejo a frase “Primeiro o ser humano”, depois clico em “Quem somos” e logo vocês se apresentam como chinchilas. Não tenho mais nada para ler sobre vocês. É claro que estão revoltados com o “roubo” (mercadorias são roubadas e chinchilas não passam de casacos ambulantes).

      Não tô defendendo a ALF, pois nem eu confio nessa gente, que estão ligados aos bandidos Black Blocs; mas o que realmente revolta vocês não é a suposta hipocrisia do grupos, mas sim do prejuízo que eles lhes causaram.

      Odeio isso de “o ser humano em primeiro lugar”, sempre usado para justificar qualquer atrocidade contra os animais, como se defender o direito de um animal inocente à uma vida livre sem sofrimento fosse inverter alguma coisa, como se ignorássemos o sofrimento de outras pessoas.

      Matar um animal pequeno só para tirar sua pele, precisando de 65 deles só pra fazer um casaco de madame , é pra lá de imoral e sujo. Como vocês não se envergonham de ganhar dinheiro de um jeito tão sórdido? Não importa se pagam ou não impostos, nem sempre o que é legal e moral andam juntos, até mesmo porque escravizar seres humanos um dia foi LEGAL em todo o país.

  5. Vocês sabiam que a maior parte da população de Itapecerica desconhece esse matadouro? E pensar que a Zoonozes me disse que não puderam fechar o estabelecimento porque estavam rigorosamente dentro da lei. Hipócritas!

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