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Número de animais resgatados em rodovia aumenta

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O número de animais silvestres resgatados em rodovias cresceu na região de Jundiaí (SP). Este ano, no sistema Anhanguera-Bandeirantes, o aumento foi de 45% em relação a 2013. Muitas vezes eles são atropelados e acabam morrendo durante o tratamento em Organizações Não-Governamentais (ONG), como, por exemplo, a ONG Mata Ciliar.

32 animais silvestres foram resgatados do começo do ano até agora. Entre os animais estão capivaras, aves, bicho-preguiça e lebres. No corredor Dom Pedro, que engloba cinco rodovias, o crescimento do número de animais capturados no primeiro semestre deste ano foi de quase 70% se comparado com o mesmo período do ano passado, de 13 para 22.

“A dica que a gente dá é diminuir a velocidade e não buzinar para evitar assustar o animal. É importante ligar para a concessionária responsável pela rodovia”, explica o supervisor de centro de controle da concessionária, Alexandre Kusdra.

Para o veterinário Roni Puglia, os acidentes acontecem porque as estradas cortam os ambientes em que os animais residem. “Eles precisam se movimentar por diversas razões, como alimentação ou reprodução. Nisso eles atravessam a rodovia e acabam sendo atropelados”.

A preocupação com o risco de atropelamentos de animais também se estende a ruas, avenidas e estradas vicinais. Conhecida como “curva da preguiça”, um trecho da estrada da Santa Clara, na Serra do Japi, é chamada desta forma pela quantidade de bichos que atravessam pelo local. Uma placa foi colocada na estrada para sinalizar os motoritas.

Para fazer o resgate sem machucar os bichos, os socorristas passam por cursos. “Realizamos um treinamento de capacitação para os colaboradores para que eles tenham maior habilidade na captura dos animais”, diz o coordenador de tráfego João da Silva.

Recuperação

E são vários os exemplos de animais atropelados em recuperação. Na Mata Ciliar, por exemplo, um macaco da raça Bugio está em tratamento após ser atropelado em uma rodovia em Itatiba (SP). “A mãe dele foi encontrada morta e ele estava no dorso dela. Tratamos dele com leite até ele crescer e se adaptar ao bando”, diz a bióloga Barbara Santos.

Um cágado, resgatado na rodovia dos Bandeirantes, está com ferimentos na pata traseira. Já uma seriema foi encontrada na rodovia João Cereser com a pata fraturada. “Foi colocada uma tala para tentar consolidar o ferimento. Em caso positivo a gente consegue soltá-la na natureza”, explica a bióloga.

(clique no link para ver o vídeo no site original)
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 Fonte: G1

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  1. A única solução e a construção de eco passagens em cima ou embaixo das rodovias para os animais. Assim se faz em alguns países na Europa.

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