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CCZ diminui coleta de sangue de cães mesmo com 32 casos de leishmaniose

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Com dois novos registros nesta terça-feira (30), Presidente Prudente soma 32 casos de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) neste ano, sendo 23 autóctones e outros nove importados. Apesar disso, nesta terça-feira (30), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informa que o serviço de coleta de sangue de cães será diminuído drasticamente por falta de kits de teste rápido que fazem o diagnóstico da doença em cães.

Os cachorros infectados são do Jardim Paulista, sendo este autóctone, ou seja, contraído no município, e no condomínio Dhama, sendo importado. Sobre as confirmações divulgadas, o médico veterinário responsável pelo CCZ, Célio Nereu Soares, afirmou que ambos os cachorros foram entregues ao órgão municipal e foram mortos.

“A amostra de sangue para exame dos dois cães foi colhida em clínica particular e confirmada no CCZ”, expõe. De acordo com Soares, no Jardim Paulista havia sido feito o trabalho em torno da moradia em que o cão com leishmaniose vivia. Já no Dhama ele informa que não. “Agora, vamos verificar a residência em que o animal morava e faremos a coleta de sangue dos cães do condomínio. Além disso, passaremos orientações aos munícipes”, pontua.

Falta de kits

Soares ressalta que o Ministério da Saúde está com repasse menor de kits às secretarias estaduais de Saúde e que esse déficit ocorre há cerca de três meses. Conforme ele, em setembro o CCZ recebeu apenas 350 kits de teste rápido para diagnóstico da doença em cães, sendo que a demanda mensal do município é de 2 mil kits. Já em agosto, ele revela que não foram recebidos testes e em julho uma quantidade menor do que a demanda.

“Ao final de cada ano, estipulamos uma meta mensal de trabalho para o próximo ano e já prevendo o repasse de kits, também por mês. Teve meses que não recebemos os exames e meses em que a quantidade veio inferior ao estipulado. Assim sendo, as amostras de sangue coletadas acumularam e hoje temos cerca de 7 mil coletadas e armazenadas no órgão. Estamos aguardando o recebimento dos testes para podermos verificar se estes animais são portadores da doença ou não”, enfatiza.

Sobre as amostras coletadas e armazenadas, Soares diz que as mesmas têm validade de seis meses. Por isso, ele fala que o serviço de coleta será diminuído para que as que já foram colhidas não sejam perdidas. “Passando dos seis meses, teríamos de coletar a amostra novamente. Ou seja, vamos diminuir o serviço de coleta para não ter risco de perdas, uma vez que não nos deram previsão de quando o repasse [de kits] será normalizado”, explica, complementando que até nas clínicas particulares os testes rápidos estão em falta.

Em relação à diminuição do serviço realizado “casa a casa”, o veterinário completa que isso é preocupante, já que esta ação é preventiva. “Consequentemente há um risco, uma vez que o animal positivo para LVC pode permanecer por longo período transmitindo a doença através do mosquito palha. O município está fazendo a parte dele, mas depende do Estado e da União repassar os testes. Ficamos com o trabalho comprometido, pois se não houver kit não há como ter o diagnóstico”, frisa.

Balanço

Sobre o trabalho já realizado em Prudente neste ano, Soares conta que foram coletadas e examinadas 8.500 amostras de sangue canino. Destas, ele lembra que 32 cães tiveram resultado positivo. “Ou seja, 0,37% dos exames deram positivo, o que demonstra controle da doença no município. Se compararmos as catalogações positivas com a quantidade da população total de cães, que é de 46.082, teremos uma porcentagem de 0,07% de animais que tiveram a doença”, expõe.

 Fonte: i Fronteira

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