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Vinte mil animais silvestres são apreendidos na Bahia por ano na rede de tráfico

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O tráfico de animais silvestres tem se tornado uma das atividades ilícitas mais praticadas no mundo, conseguindo movimentar aproximadamente R$ 20 bilhões. A Bahia, infelizmente, encontra-se entre os estados com maior incidência da prática do cime.

De acordo com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), o estado tem uma média de 20 mil animais apreendidos anualmente por operações realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). No entanto, os números podem ser bem maiores já que as operações de repressão ao tráfico, realizadas pela Polícia Federal, não passam pelo Centro de Triagem.

Liderando as estatísticas, estão as aves (60% da comercialização ilegal). Espécies como o curió, o canário da terra, colerinha, azulão e cardeal são os mais cobiçados pelos caçadores, além das espécies variadas de periquitos e papagaios. Segundo a presidente do Conselho Estadual de Medicina Veterinária, Ana Elisa Souza, a caça é motivada pelo interesse de pessoas na beleza visual e vocal das aves.

“As aves são as mais procuradas por conta da facilidade do transporte e da venda. Há quem se interesse pelo canto dos pássaros, ou pela coloração de suas penas. E as pessoas acabam sendo estimuladas pelos traficantes, pois eles apresentam os animais de forma bem apelativa. Eles fazem maus tratos, quebrando o osso do peito da arara para que ela fique quieta, injetam tranquilizantes”, explicou ela, acrescentando que 90% dos animais acabam morrendo devido a má qualidade do transporte.

Outros animais na lista do tráfico são os primatas – como o mico-leão da cara dourada e o macaco-prego de peito amarelo –, e os répteis – onde entram a jiboia e a sucuri. Ana Elisa destaca que a ação dos criminosos tem conseguido colocar em extinção até mesmo pássaros, como o macuquinho preto-baiano, que, com menos de três mil espécimes, já está entre as aves ameaçadas de sumir do planeta.

Foi pensando em conscientizar a população que o Conselho Estadual de Medicina Veterinária, em parceria com o Parque Zoobotânico de Salvador, realizou ontem, a 2ª Campanha Nacional de Combate ao Tráfico. O evento marca os 45 anos de criação dos conselhos estaduais de Medicina Veterinária, e foi voltado para o público infantil do zoológico, utilizando atividades lúdicas para mostrar os danos causados ao meio ambiente, através do comércio ilegal de animais silvestres.

“O meio ambiente é constituído pela relação da fauna e flora. Você pode replantar toda uma área, mas se desaparecem os animais que antes estavam lá, este ambiente não vai se desenvolver da mesma forma, e morrerá mesmo assim. A fauna também tem papel crucial para o equilíbrio ambiental. Por isso queremos mostrar às futuras gerações o porque é tão necessário que tenhamos nossa vegetação preservada e a presença dos animais silvestres em seu devido habitat”, explicou o diretor do Parque Zoobotânico, Gerson Norberto.

As áreas da Bahia que mais sofrem atualmente com o tráfico de animais silvestres são as vegetações no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, além da região oeste (onde se destaca o município de Irecê), e no centro-sul baiano, onde a cidade de Milagres lidera as estatísticas do comércio ilegal.

Fonte: Tribuna da Bahia

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  1. Quem trafica animais tem que ter a mesma pena de quem trafica drogas.
    Mas no Brasil pouco se faz para que se mude a legislação com relação ao tráfico de animais. Não há punição, por isso que cada vez cresce mais esse problema

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