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Voluntários resgatam cães e gatos em situação de risco na Baixada Santista

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Na Baixada Santista, eles são muitos e formam uma rede única de colaboração quando se trata de amor aos animais. Chamados de protetores ou ativistas, não há tempo ruim ou distância que impeça o resgate, quando acionados em casos de emergência.

“Há cerca de um mês, subimos o Morro do Fontana à noite, na maior escuridão, para tentar encontrar um cachorro atropelado há semanas. Voltamos no dia seguinte e conseguimos localizá-lo extremamente debilitado, com a pata posterior pendurada, em estado de necrose e cheia de larvas, um horror. Foi o pior caso que peguei”, explica a servidora pública e ativista Tatiana Fernandes.

Resgatado, o animal foi levado à Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Codevida), onde passou pela remoção do membro. Também foi diagnosticado com anemia profunda e cinomose. Em recuperação, e já correndo pela casa à espera de um adotante, o nome de batizado não poderia ser diferente: Vitório. “Ele não vai demandar cuidados especiais de quem o adotar. Só precisa de um lar cheio de amor”, diz a ativista.

Quem se interessar em adotar o cãozinho e dar um final feliz a essa história pode entrar em contato pelo e-mail tatianafernandes@criativus.com.

Apaixonada por bichos desde a infância, o ativismo começou por acaso há três anos na vida de Tatiana, quando encontrou uma cadelinha perdida. Com a ajuda das redes sociais, conseguiu localizar a tutora, em São Vicente. “Penso que se o animal aparece na sua frente não é por acaso. São indefesos e sinto a obrigação de ajudá-los. Sem contar o olhar de gratidão deles. Preenche minha alma”.

A rede

“Não há estimativa exata de quantos protetores atuam na região, mesmo porque muitos deles não se expõem. Mas ultrapassam as centenas”, comenta Marília Asevedo Moreira, presidente da ONG Defesa da Vida Animal, que possui uma rede com 80 colaboradores.

Como no caso da ativista Tatiana, 20 pessoas se engajam de alguma maneira, seja com dinheiro, insumos e até divulgando na internet. “Cada um faz um pouco e todos se ajudam. Nossa maior dificuldade é conseguir lar temporário (LT), até que venha a adoção definitiva”, diz Marília.

Segundo ela, muitas pessoas têm receio sobre o LT. “Assim como outras colegas de causa, eu garanto a adoção dos animais que resgato. O único risco é a família do LT se apaixonar e querer ficar com o animalzinho. Como eu disse, nada é por acaso”, diz a ativista com sorriso de dever cumprido.

Fonte: A Tribuna

 

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