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Animais silvestres são vítimas das queimadas durante a seca em Uberlândia (MG)

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Foto: Marcos Ribeiro
Foto: Marcos Ribeiro

Entre os meses de abril e setembro, durante o período de seca, cresce o número de animais silvestres feridos, principalmente pelas queimadas, muito comuns durante esta fase do ano. Segundo o coordenador do Setor de Animais Silvestres da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), André Luiz Quagliatto, desde 2010, cerca de mil animais de várias espécies são encaminhados todo ano para reabilitação. Metade deles sofre algum tipo de degradação ambiental. Na estação da seca, a maioria dos animais atendidos é vítima de queimadas irregulares.

Embora o número tenha se mantido estável, continua sendo preocupante, segundo Quagliatto. “É um índice alto para nossa região, onde várias espécies estão sofrendo extinção. Mas, ainda assim, não representa toda população de animais silvestres violentados pela degradação, pois recebemos apenas os que escapam da morte”, disse o veterinário. Até maio deste ano, em dez anos de atuação, o setor atendeu 5,6 mil animais. Quando encontrados mortos, eles não são registrados pela Polícia Ambiental.

Os animais podem ser vítimas diretas das queimadas, sobretudo, aqueles que não conseguem se movimentar com rapidez, como tamanduás e jabutis. Outras espécies podem ser vítimas indiretas, quando são obrigadas a fugir do fogo e se acidentam em rodovias, buracos ou valas. Os animais que mais sofrem fraturas neste tipo de situação perdem membros, principalmente, inferiores, como capivaras e veados.

As consequências das queimadas irregulares atingem até os animais totalmente reabilitados, pois, dificilmente, eles podem voltar ao habitat natural. A possibilidade de carregarem doenças e de não se adaptarem é o principal motivo.

Prática do aceiro pode minimizar impacto dos incêndios

A queimada, mesmo feita dentro dos parâmetros da lei, impacta no habitat dos animais silvestres, que perdem abrigo e acesso ao alimento. Mesmo assim, ainda é uma prática bem-vista por produtores agrícolas, de acordo com o subtenente Carlos Augusto Faria, do 2º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito. Até maio deste ano, a corporação registrou 100 ocorrências de queimadas irregulares em Uberlândia.

Ainda de acordo com Faria, a única forma de prevenir e minimizar o impacto da prática para o meio ambiente é a abertura de aceiros. A técnica consiste em retirar a vegetação rasteira ao redor da área a ser incendiada, formando uma barreira para evitar que o fogo se propague. “O desrespeito a esta condição é passível de multa, de acordo com o nível de infração”, disse o subtenente.

A condição básica para fazer uma queimada é a obtenção de autorização ambiental no Instituto Estadual de Florestas (IEF), sob o risco de ser acusado de incêndio criminoso, que pode levar à prisão.

Serviço

No caso de encontrar um animal silvestre machucado em via pública ou perdido na zona urbana, a pessoa deve evitar entrar em contato e acionar a Polícia Ambiental para encaminhamento ao Setor de Animais Silvestres da UFU. Informações: 3257-6400.

Queimadas

Caso aviste qualquer tipo de queimada, nas zonas urbana e rural, a pessoa deve denunciar, ligando para os Bombeiros. Informações: 181.

Autorização

Para obter a autorização ambiental de queimada, o interessado deve procurar o Instituto Estadual de Florestas, na praça Tubal Vilela, 3, bairro Centro. Informações: 3212-5341.

Voluntariado

Em função da demanda, o setor de animais silvestres da UFU aceita a colaboração de voluntários e de parceiros para a manutenção do trabalho. Informações: 3218-2696.

Fonte: Correio de Uberlândia

 

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