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Reserva de Pirajubaé (ES) participa do censo de aves aquáticas

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Observação de aves aquáticas na Reserva Extrativista catarinense aconteceu de 1 a16 de fevereiro (Foto: Divulgação / Icmbio)
Observação de aves aquáticas na Reserva Extrativista catarinense aconteceu de 1 a16 de fevereiro (Foto: Divulgação / Icmbio)

A equipe da Reserva Extrativista Marinha Pirajubaé participou da etapa de verão do Censo Neotropical de Aves Aquáticas (CNAA). Com a presença de ornitólogos e pesquisadores de diversas instituições, foi realizada no interior e entorno da unidade de conservação (UC) federal, a observação de aves aquáticas. O censo será completamente concluído com a etapa de inverno, que também realizará a contagem das aves nas praias.

O censo tem como foco a contagem de 184 espécies de aves aquáticas. Embora na reserva extrativista marinha o censo de verão tenha contabilizado apenas 18 espécies, houve um número bem expressivo de algumas espécies, como por exemplo, o tapicuru-de-cara-pelada (Phimosus infuscatus) com 345 indivíduos, e 117 indivíduos do trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), uma espécie migratória na costa catarinense.

Além das contagens, foi localizado um ninhal que concentra diversas espécies de garças, como as garças-branca pequena (Egretta thula), a grande (Ardea alba), a garça-azul (Egretta caerulea) e o savacu (Nycticorax nycticorax). Também foram observadas outras 19 espécies de aves terrestres, que embora não sejam alvo do censo, foram registradas para monitoramento da unidade de conservação.

A participação da Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé é uma forma simples de implantar um monitoramento da biodiversidade e atender a uma das ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves Limícolas Migratórias. Tal esforço ganha importância, pois a região já foi amostrada anteriormente por diversos pesquisadores catarinenses e todos os dados irão compor um histórico da região para análises futuras.

CNAA

O programa Censo Neotropical de Aves Aquáticas (CNAA) começou em 1990 sob a coordenação sul-americana de Pablo Canevari e da International Waterfowl Research Bureau (Wetlands International).

Em 1991, o Brasil começou a participar, sob coordenação nacional do biólogo e pesquisador João Luiz do Nascimento, do Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE). Em 2010, algumas mudanças foram realizadas e a coordenação passou para a bióloga Gislaine Disconzi.

O programa tem como objetivo mapear áreas de ocorrência de espécies de aves que ecologicamente dependem de ambientes aquáticos, especialmente as 24 famílias de aves aquáticas, conforme definido pela Convenção de Ramsar, para desta forma, contribuir para a conservação das aves aquáticas e seus habitats.

Fonte: Portal Brasil

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