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Tempestade mata seis animais de zoológico e ameaça abrigo em Jerusalém

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(da Redação)

Cães na SPCA de Jerusalém correm perigo desde a brutal tempestade de neve recente. Foto: Courtesy Jerusalem SPCA
Cães na SPCA de Jerusalém correm perigo desde a brutal tempestade de neve recente. (Foto: Courtesy Jerusalem SPCA)

A pior tempestade de inverno da capital em décadas resultou na morte de seis animais exóticos que viviam confinados no Jerusalem Biblical Zoo (Zoológico Bíblico de Jerusalém), e tem ameaçado seriamente a vida de centenas de cães e gatos que vivem no maior abrigo de animais da cidade. As informações são do Jerusalem Post.

De acordo com o porta-voz do zoológico, Sigalit Herz, pelo fato de medidas de segurança no sentido de proteger os animais não terem sido devidamente observadas, dois flamingos, dois caititus e duas aves Hammer Kopf foram vítimas de duras condições.

“Quanto aos flamingos, é uma história muito triste, porque muitas das árvores mais velhas sofreram colapso devido à neve e os dois flamingos foram mortos atingidos pela queda de uma árvore enorme”, disse Herz no domingo (15), acrescentando que os outros 30 flamingos que vivem no zoológico não foram prejudicados durante a tempestade.

“O aviário é um lugar tão grande que não conseguimos reunir todos os pássaros para protegê-los”, disse ela referindo-se aos pássaros Hammer Kopf, que também morreram.

Herz acrescentou que dois caititus ainda filhotes – nativos da América do Sul e que têm aparência similar à dos porcos – também pereceram.

“Eles morreram por causa das baixas temperaturas”, disse ela. “Caititus não necessitam de aquecimento, porque eles se reúnem e têm a pele grossa, mas os dois pequenos estavam ainda vulneráveis”.

Herz afirmou que precauções adicionais foram tomadas com relação aos mamíferos de grande porte do zoológico – incluindo chimpanzés, leões, tigres, elefantes, rinocerontes e girafas – todos ficarão em abrigos aquecidos até passar a temporada de baixas temperaturas.

“Chimpanzés e outros mamíferos podem contrair gripe assim como humanos, então temos que ter muito cuidado”, comentou ela.

Herz atribuiu as mortes à combinação fatal entre temperaturas congelantes e quedas de árvores, o que resultou no fechamento temporário do zoológico para reparos.

“Há muito trabalho a ser feito, incluindo o corte de galhos de árvores e a fixação de arbustos que foram danificados pela neve”, disse ela.

Nesse meio tempo, Herz disse que os animais sobreviventes não estão em perigo, e que ela espera que o zoológico já possa reabrir na tarde da próxima segunda-feira (23).

“Estamos usando calor extra e é claro os animais querem ir para fora outra vez”, contou ela. “Nós iremos libertá-los gradualmente dos abrigos conforme as temperaturas subirem”.

Enquanto isso, a poderosa tempestade também destruiu a fiação elétrica da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA) de Jerusalém, tornando inúteis os sistemas de aquecimento para as centenas de cães e gatos em situação de abandono que lá vivem.A situação se tornou tão terrível que o abrigo de animais criou uma página no Facebook para suplicar ao público pequenas doações para a organização, atualmente habitada por mais de 380 animais, incluindo 180 cães e 200 gatos.

Além disso, telhados foram destruídos, e lonas e outros revestimentos do quintal da instalação também não puderam suportar a tempestade, expondo centenas de cães e gatos a temperaturas de congelamento.

A SPCA declarou que precisa de suprimentos de emergência que incluem lâmpadas de aquecimento, camas, telas e reparos de telhados.

“Voluntários locais estão cuidando dos animais mesmo sob as piores temperaturas”, informou a organização.

Para saber mais ou também ajudar, visite a página do Facebook  da SPCA de Jerusalém, ou clique aqui.

Nota da Redação: Segundo o porta-voz do zoológico, quedas de árvores e baixas temperaturas são os culpados pelas mortes, entretanto nós sabemos que o confinamento é a causa principal desta tragédia com os animais de Jerusalém. Se eles estivessem em seus habitats, se estivessem livres na natureza, se não fossem tratados como mercadorias para o entretenimento humano, as mortes teriam sido evitadas. Portanto, essas perdas precisam ser relacionadas à intervenção humana na vida dos animais explorados e dizer que foram resultado de ações da natureza (baixas temperaturas e queda de árvore) é tirar a própria responsabilidade do fato.

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