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Morcegos são encontrados dentro de residências em Varginha (MG)

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(Foto: Carlos Cazelato / Reprodução EPTV)
(Foto: Carlos Cazelato / Reprodução EPTV)

Em períodos de muito calor, é comum a presença de morcegos nas cidades e até dentro das casas na zona urbana. A presença dos morcegos herbívoros é muito importante para o controle de outras espécies animais, como insetos, mas muitos deles podem estar contaminados com doenças transmissíveis aos seres humanos, e encontrá-los dentro de residências pode trazer riscos aos moradores e aos animais domésticos.

Esta semana, um morcego foi encontrado no Posto de Saúde da Família do bairro Jardim Áurea, em Varginha (MG). Edson Batista Cruz, agente do Centro de Controle de Zoonoses municipal, capturou o morcego dentro de uma das salas do posto. “O morcego tem hábitos noturnos, portanto, quando a gente encontra um deles voando de dia, com um comportamento diferente, é possível que ele esteja com alguma doença, como a raiva, e por isso ele foi expulso da colônia de morcegos”, explica o agente.

O animal foi levado para análise no laboratório municipal. O morcego é da espécie anoura caudifer, um tipo raro de ser encontrado nos centros urbanos. O mamífero se alimenta do pólen das plantas.

Durante o período do calor, como o verão, é mais comum a presença dos morcegos herbívoros na cidade. Nessa época eles são atraídos pela grande oferta de alimentos. O animal pode comer até 500 insetos numa só noite.

Lígia Taveira mora no bairro Resende e já encontrou morcegos dentro de casa. O local é próximo a áreas de mata e ela acredita que a facilidade de comida tenha sido um atrativo para os animais. “Tutelo quatro cachorros e passarinhos, então acredito que a comida deles tenha atraído os morcegos”, explica.

Guilherme Pimenta de Pádua Zolini, veterinário do Centro de Controle de Zoonoses, explica que as espécies que se alimentam de plantas ou insetos também podem transmitir a raiva animal, mas afirma que nenhum dos animais capturados pelo centro estava infectado. “Alguns podem estar infectados com doenças que não são transmissíveis para os humanos, o que explicaria o comportamento diferente”, explica.

Fonte: G1

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