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Treinamento de cães explorados para caça é denunciado na Rússia

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(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

As centrais de açulamento na Rússia são locais pouco conhecidos da população em geral. A maioria dos russos não tem ideia do que ocorre no território desses campos de concentração para animais. A essência é simples – cães de caça são atiçados contra animais.

Os animais indefesos (às vezes são filhotes muito pequenos ou doentes e velhos) são entregues para o treinamento de cães, que lhes causam sérios ferimentos ou simplesmente cortam em pedaços. De uma vez ou em várias vezes. Como deter estas lutas violentas?

A situação do ponto de vista de qualquer pessoa normal é absolutamente evidente: é absolutamente inadmissível o tratamento a que são submetidos animais selvagens (com frequência são raposas, guaxinins, texugos, javalis e às vezes até mesmo ursos) nas centrais de açulamento (elas também são chamadas de estações de testes e treinamento). Isto contraria a lei da Federação Rússia sobre maus-tratos de animais e simplesmente todas as normas da moral.

Mas, infelizmente, nos últimos anos aumenta cada vez mais o número de interessados em treinar seu cão para a caça, bem como o número semelhantes estabelecimentos. Os preços ali não são altos. Uma aula de dez minutos custa aos tutores dos cães menos de 10 euros. Nesse período o cão pode “divertir-se” à vontade com sua vítima: via de regra o animal, contra o qual ocorre o açulamento não tem quaisquer modos de defesa. Por exemplo, arrancam as garras e dentes das raposas e lobos sem anestesia, para que eles não possam causar dano aos cães de raça. Com frequência, colocam como isca filhotes de raposa ou de guaxinins, que diferentemente dos adultos não podem oferecer resistência.

Maria Golubeva, defensora dos direitos animais e ativista do movimento PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) na Rússia, contou sobre suas impressões a respeito de centrais de açulamento do entorno de Moscou.

“A primeira coisa que choca são as horríveis condições em que se encontram os animais – jaulas pequenas e frias, mau-cheiro, falta de higiene. Os animais têm grandes ferimentos purulentos, grau extremo de esgotamento. A uns comeram as orelhas, outros têm metade do corpo mordido. Quase todos têm mutilações neste ou em outro grau. É tão horrível que não dá para transmitir em palavras. Só temos vontade de chorar por impotência e desespero, quando vemos como açulam um bando de cães contra esses animais mutilados.

Sabe o que é pior? Quando o cão não consegue atacar por si só a vítima, os funcionários da estação “ajudam” seu cliente, pegam a fera e a seguram de modo que ela não escape, enquanto isso o cão rasga-lhe a garganta ou a barriga. É necessário que o cão sinta o gosto de sangue.

Depois tiram a fera, costuram-lhe os ferimentos deixam que “descanse” e o procedimento repete-se novamente, até que o animal, finalmente não resiste. Aliás, mediante pagamento elevado pode-se combinar que o cão leve tudo até à morte.”

A centrais de açulamento atualmente não são reguladas pela lei. Os russos chamam ativamente a atenção da sociedade para esse problema. No mês passado, cerca de 112.000 pessoas assinaram uma petição para aprovação de uma lei proibindo a atividade das estações de teste e treinamento na Rússia, que prestam serviços comerciais de açulamento de cães de caça contra animais. Os meios sociais exigem também aprovar uma lei federal de “proteção dos animais contra maus-tratos. O grupo de iniciativa, encabeçado pelo conhecido apresentador de televisão Mikhail Shirvindt entregou a petição para análise na Duma de Estado. Agora a coleta de assinaturas prossegue e todos que quiserem podem dar sua contribuição, votando no site www.change.org/r u (STOP cruel animal baiting) pela proibição do atiçamento cruel de cães.

*Esta notícia foi, originalmente, escrita em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Rádio Voz da Rússia

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