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Golfinhos são assassinados e capturados para exploração no Japão

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Por Vinicius Siqueira (da Redação)

Foto: AP
Foto: AP

Aproximadamente 80 golfinhos foram capturados na horrível caça da costa de Taiji, no Japão, somente neste domingo (01). Os golfinhos serão aprisionados para espetáculos em parques aquáticos, expostos como objetos de entretenimento, ou serão mortos e vendidos para o consumo humano. As informações são do Global Animal.

Os próprios caçadores japoneses escolhem aqueles “mais atrativos”, dos que foram capturados, e os vendem para parques com espetáculos que promovem a exploração de golfinhos, assim como estabelecimentos que oferecem aos clientes alguns momentos junto ao animal, em que o público pode nadar em suas costas ou tocá-los, com o perigo de machucarem sua pele ou transmitirem doenças aos golfinhos e vice-versa.

Os restante, não considerado “bonito o bastante” para os assassinos devido suas cicatrizes e machucados, é atacado por arpões até a morte, o que faz com que a costa da cidade e alguns pontos concentrados de matança fiquem com as águas completamente vermelhas, paisagem horrível que é vista todos os anos e feita para o lucro de pescadores e para o contínuo extermínio dos golfinhos do Japão.

A Sociedade de Conservação Sea Shepherd está hospedando uma transmissão ao vivo do que acontece na chamada “Cova”, local onde os golfinhos são confinados e mortos, para denunciar as atrocidades desta prática no Japão.

Foto: Global Animal
Foto: Global Animal

Segundo comunicado enviado pelo Sea Shepherd, “Os assassinos foram vistos juntando os golfinhos capturados um por um para dar espaço ao restante que ainda seria pego”.

Os caçadores mantiveram diversos deles vivos, que seriam os animais “atrativos”, com o destino certo de serem vendidos para locais de entretenimento em todo o mundo e terem suas vidas limitadas à exposição estressante a um público ou ao contato sempre perigoso com humanos que não conhecem suas necessidades e suas particularidades.

O comunicado também alerta, “muitos filhotes não sobreviverão nas águas do Japão, pois terão suas mães capturadas e perderão qualquer proteção e qualquer garantia de sobrevivência”.

Não é somente em Taiji que a matança ocorre, mas em todo o Japão, em pontos localizados onde golfinhos e pequenas baleias se concentram.

O assassinato em massa de golfinhos em Taiji era desconhecido até que o Sea Shepherd, em 2003, lançou globalmente imagens e gravações sobre o evento e expôs toda a crueldade que ali é praticada.

A mancha de sangue cobre a baía. (Foto: Reprodução)
A mancha de sangue cobre a baía. (Foto: Reprodução)

O massacre

O período de massacre vai do dia 1 de setembro e até o dia 31 de março, cerca de 23 mil cetáceos marinhos são assassinados por ano, apunhalados por arpões e facões, que agonizam até a morte nos campos em que são presos, nas baías da costa japonesa.

Para capturarem os animais com facilidade, caçadores portam barras de ferro que produzem um som desorientador aos golfinhos. Seus sistemas sonares, quando desorientados, os colocam em uma situação de profunda angústia – este é o mecanismo principal de localização destes bichos.

Mais de 20 mil golfinhos são mortos anualmente em Taiji (Foto: Reprodução/Sea Shepherd)
Mais de 20 mil golfinhos são mortos anualmente em Taiji (Foto: Reprodução/Sea Shepherd)

A prática de mais de 400 anos é justificada pela indústria pesqueira como uma tradição, mas pode ser identificada como uma tradição de horror e assassinatos que não tem mais lugar em uma sociedade moderna que deseja avançar, também, em relação aos direitos animais.

A tentativa da indústria da pesca de justificar a prática sob a desculpa de que golfinhos comem muitos peixes também não é válida sob um ponto de vista dos direitos animais, já que a própria matança de peixes conduzida pelos barcos pesqueiros não é menos terrível que as mortes dos golfinhos nestas temporadas cruéis de caça.

Neste ano, o grupo de ciberativismo “Anonymous” invadiu sites do governo japonês, incluindo do gabinete do primeiro-ministro, Taji, da Prefeitura de Wakayama, do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas, e do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações, protestando contra a caça aos golfinhos com o comunicado “PARE IMEDIATAMENTE estes massacres, ou prepare-se para enfrentar a extensão de nossa ira”.

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  1. Esses caçadores e aqueles outros da África tinham que banidos da face da terra. Enquanto existirem monstos como estes no mundo, os animais não terão paz, não terão o direito de viver.

  2. Os japoneses estao pouco se lixando para o Sea Shepherd, para os Anonymous ou para os protestos do resto do mundo. Mas nao precisamos fazer como os EUA ha anos atras, é so olhar ao seu redor na sua casa, inclusive na sua garagem, e ver se algum produto que voce tem em casa seja made in Japan! Escrevam para o produtor e digam que nunca mais vao comprar seu produto por causa dessa matanca. Voce seus amigos e sua familia.
    So assim vamos parar esse povo barbaro, com suas “culturas” arcaicas, pelo dinheiro. Se todos no planeta que se preocupam realmente com esses assassinatos deixarem de comprar produtos japoneses, talvez eles comecem a pensar. Dora

    1. Também concordo e alias não são todos os japoneses que pensam igual a estes assassinos. Boicote no bolso dói pra todo mundo! Go Vegan

  3. É isso que esse bípede infame, que recebeu duas mãos com autonomia para se moverem e promoverem sua evolução moral faz com elas: torna a vida animal sangrada até virar carne morta. Bela obra. Não há perdão!

  4. Dia 3 a matança foi com tamanha confusão e inédito uso de violência . Das duas uma ou ou os assassinos de Taiji querem mesmo provar que são absolutamente cruéis ou eles estã sentindo a pressão mundial sobre um Japão exportador . Penso que seu Primeiro Ministro Shinzo Abe terá que logo definir proibições pois o Mundo não aguenta mais sutentar 50 pescadores de nossos cidadão não humanos : os golfinhos.

  5. Não há argumento algum que justifique tamanha barbaridade, tamanho crime…, há apenas uma constatação; a enorme pobreza espiritual de quem os comete! Cada ação desastrosa como essa, é revertida contra nós mesmos, colocando em cheque a nossa Terra e a nossa própria evolução da consciência, que é a que realmente importa, há muito estagnada ou insignificante!

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