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ONG oferece tratamento para animais capturados em rodovias

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Dez animais, em média, são resgatados por dia nas estradas administradas por concessionárias no Estado de São Paulo, segundo dados da Agência Reguladora de Transporte (Artesp). Eles são resgatados e encaminhados à ONG Mata Ciliar em Jundiaí (SP).

De acordo com a concessionária, muitos dos chamados são para avisar sobre o animal na pista, mas também para informar sobre atropelamentos e acidentes envolvendo outros veículos.

Na ONG, as espécies recebem tratamento específico, como medicamentos e readaptação. Entre eles, onças, veados catingueiro, coelhos e cachorros-do-mato. No primeiro semestre deste ano, quase dois mil foram capturados no asfalto. Situação parecida com o mesmo período de 2012, informa a concessionária.

Para a fiscalização na Rodovia Dom Pedro, que liga Campinas à Jundiaí, uma equipe de quase 50 pessoas faz a inspeção do tráfego e recolhe os animais na pista. Em 90% dos casos os veículos precisam de equipamentos específicos para transportar cavalos e bois. Em 2012 a empresa registrou a captura de 29 animais.

“Também há registros que envolvem o bicho preguiça. Neste ponto o usuário é muito importante para o trabalho, porque assim que ele avista o animal na rodovia, ele entra em contato com a empresa e é possível abordar esse animal antes mesmo que ele chegue à rodovia, por conta da lentidão do próprio animal”, explica Murilo Perez, coordenador de tráfego.

Resgatados e encaminhados, a ONG recebe desta equipe quatro bichos por semana. Há quase 20 anos a empresa já registrou quase 10 mil atendimentos que precisaram de cuidados médicos e reabilitação. Com trabalho específico, o local é considerado um dos únicos no país a possuir um centro cirúrgico equipado exclusivo para animais silvestres.

Nos últimos dois anos, de acordo com a ONG, houve aumento nos atendimentos de aproximadamente 30%. Para salvar os exemplares, a empresa aposta na especialização dos profissionais. “Ás vezes não vemos a lesão externa, mas internamente pode ter uma hemorragia grave e nem sempre conseguimos salvar essas vidas. Dependendo do caso, o especialista é fundamental no atendimento”, afirma Silvia Beatriz Portela, veterinária da Mata Ciliar.

Fonte: G1

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