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Mais de 20 animais estão a um passo de voltarem à natureza

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Por Loren Claire Canales (da Redação – Portugal)

Dois dos doze macacos que estão no centro de recuperação esperando para serem transportados para um abrigo permanente. (Foto: Hernán Andia/Los Tiempos)
Dois dos doze macacos que estão no centro de recuperação esperando para serem transportados para um abrigo permanente. (Foto: Hernán Andia/Los Tiempos)

Oito texugos, doze macacos e até um guaxinim estão a um passo de alcançar a liberdade. Todos encontram-se temporariamente na região da Laguna Alalay, no Centro de Atendimento e Encaminhamento de Animais Silvestres,  habilitado pelo município em 2011 como uma medida de emergência para abrigar animais resgatados do comércio. As informações são do Los Tiempos.

Dois anos depois de sua criação, o lugar é considerado parada obrigatória para os animais resgatados ou entregues voluntariamente, que esperam ser transferidos ao seu habitat natural. No momento, encontram-se sob o cuidado de uma equipe de profissionais e voluntários que trabalham em sua reabilitação.

O chefe do Departamento de Prevenção e Preservação Ambiental da Prefeitura, Juan Carlos Hauranca, informou que os animais que chegaram ao Centro foram apreendidos ou deixados por pessoas que dizem tê-los encontrados na rua.

O diretor da Secretaria dos Direitos da Mãe Terra em Cochabamba, Germán Parrilla, explicou que a criação deste centro, em dezembro de 2011, respondeu a necessidade de sensibilizar a população sobre o tráfico, maltrato e abandono de animais, que “lamentavelmente está entre nós e diante disto temos que tomar algumas providências”. “A idéia inicial era abrigar os animais por duas semanas, mas em alguns casos eles ficam meses e até um ano”, especificou. O objetivo é fazer com que todos os animais retornem ao seu habitat natural ou a um abrigo através de um processo que está nas mãos da instância ambiental do Governo.

Os macacos são resgatados dos mercados, do Chapare e de outros departamentos, mas não se sabe com exatidão qual a sua origem. A alimentação dos animais do Centro ainda depende das frutas doadas pelos comerciantes. Segundo Parrilla, ainda está em tramitação o apoio financeiro para este item.

A Prefeitura anunciou que pretende contratar este ano um biólogo, um veterinário e responsáveis pela limpeza e nutrição para melhorar o trabalho do Centro. Também é analisada a possibilidade de uma nova infraestrutura.

O atendimento

A bióloga do Centro, Gaviota Borda, lembra que entre os casos mais graves de animais maltratados está a história de um tatu andino que foi atropelado e ficou com o focinho e a carapaça danificados. Como o seu estado era crítico, ele foi enviado imediatamente a um abrigo apto ao seu modo de vida. Outro caso foi o de um macaco maltratado que tinha medo das pessoas.

A saúde física e psicológica dos animais é avaliada permanentemente.

A liberação do animal depende muito do seu estado, o trâmite para que sejam enviados a um abrigo é realizado em coordenação com o Governo e o Ministério do Meio Ambiente.

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