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Abandono de animais em Criciúma é preocupante

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O abandono de animais é um problema que parece não ter solução. Demanda-se atitudes da sociedade e de políticas públicas.

Em Criciúma, como em tantas outras cidades, não há dados que mensurem o número de animais abandonados. A ONG SOS Vira-Lata, que age em defesa dos animais, também não possui números internos sobre a quantidade de animais que auxilia. Mas uma coisa a ONG garante: o problema lá também é preocupante. “O número de animais abandonados no município é gritante”, salienta a vice-presidente, Janaína Sampaio.

Como não tem sede, os animais acolhidos pela SOS Vira-Lata ficam com tutores e voluntários. O objetivo é levá-los à adoção, portanto, a rotatividade de animais é grande. “Nosso objetivo não é recolher e sim, orientar. Dessa forma cada pessoa ao invés de pedir ajuda quando encontrar um animal, aprende a tomar providências próprias sem sobrecarregar a Associação. E assim vamos conscientizando a todos”, acrescenta Janaína.

A importância da castração

A vice-presidente ainda diz que muitas pessoas agem por impulso ao adquirir um animal e não dão o devido cuidado. “Os animais de raça são abandonados quando ficam doentes, pois são menos resistentes e o comprador vê que o custo é bem alto. Além disso, tanto vira-latas como cães de raça, são abandonados quando chegam à velhice porque ficam ainda mais dependentes, menos ativos, e também aparecem mais doenças da idade”, detalha.

Outra situação ressaltada pela vice-presidente, é quanto aos filhotes que crescem demais ou dão trabalho, pois os filhotes têm a fase mais hiperativa, de mastigar coisas, morder. “Muitos ainda apresentam características físicas quando pequenos, que encantam o dono, e, ao crescer, acabam perdendo essas feições e o dono, descontente com a nova aparência do animal, abandona, tornando esse ato ainda mais covarde e desumano”, acrescenta.

Além disso, Janaína ainda diz que falta de prevenção para a gravidez das fêmeas e castração dos cachorros é outro grande problema, já que mais animais acabam nas ruas e sem abrigo. “Se o animal é abandonado, ele não tem culpa de estar ali revirando lixo pois tem fome e sede. Não custa olhar para ele e ajudá-lo pois nós somos os racionais e ele está ali pela irresponsabilidade de alguém. Ele é domesticado, não sabe pedir comida e vai revirar lixo e entrar num quintal procurando abrigo. Cada um pode acolher esse animal, recuperá-lo e encaminhá-lo para adoção entre conhecidos”, afirma.

Para ela, o problema vai além de ter apenas atitude, e já se tornou uma questão de políticas-públicas. “Eu não sou responsável por um animal abandonado, nem você. Mas somos cidadãos e isso é sim um problema de todos e do município, pois é uma questão de saúde pública que estamos falando. Deve-se investir em campanhas contra o abandono e ainda punir com rigor quem o faz, pois a lei está aí e deve ser cumprida. As denúncias devem ser feitas e os que abandonam devem ter algum ônus e ser proibidos de ter animais novamente”, pontua.

Você pode ajudar

Mesmo sem ter sede, a SOS Vira-Lata arca com os custos dos animais acolhidos. As despesas geralmente são pagas pelos próprios voluntários. Ajudas são sempre bem-vindas. Os interessados em colaborar, podem doar ração, remédios ou outras coisas que possam ajudar no cuidado desses animais, podem entregar aos próprios voluntários. Quem quiser contribuir financeiramente, pode depositar na conta da ONG.

– Banco do Brasil Agência 3420-7

– Conta 100.392-5

– CNPJ 11.825.120/0001-44

Fonte: Portal SATC

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