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Toledo (PR) tem mais de oito mil cães abandonados nas ruas

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(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Não é difícil encontrar cães abandonados nas ruas de Toledo. Voluntárias da Associação Focinhos Carentes de Toledo (Afocato) tentam amenizar o problema de saúde pública e cuidam de muitos animais – que muitas vezes sofrem maus-tratos nas ruas ou até mesmo de seus tutores.

A Praça do Relógio, no Jardim Pasqualli se tornou um dos espaços com maior concentração desses animais. A situação piorou nos últimos 15 dias, onde cerca de 16 cães ficam todos os dias alojados. Eles permanecem no local porque alguns moradores dão comida e água para eles.

Voluntárias da Afocato estiveram nesta semana na Praça para verificar a situação, porém, muitos deles não podem ser resgatados porque faltam lares para acolher os bichinhos. Segundo a voluntária Maria Lucia Gollmann, seis são fêmeas. Dessas, duas cadelas estão prenhas, dois cães foram levados para castração, outro animal já estava castrado e outros estavam com coleiras o que indicam que tem tutores. “Muitas pessoas não conseguem assumir os cuidados com um animal e acabam abandonando-os pela rua”.

“O trabalho principal é educar e conscientizar sobre a guarda responsável um dos maiores causadores desta super população de animais e a castração. A responsabilidade é do tutor, mas muitos não cumprem seu papel”, complementa.

Segundo levantamento da Afocato, cerca de oito mil animais vivem nas ruas, não apenas no perímetro urbano. Mas, o número pode ser ainda maior. A dificuldade está justamente em acolher esses animais. “Hoje somos apenas 12 protetoras e 100 animais abrigados. Muitas encontram um animalzinho abandonado, nos procuram para ficarmos com ele, não se esforçam em fazer um lar temporário para esse animal”.

A associação sobrevive com recursos de doação e voluntários que doam dinheiro e ajudam nos cuidados de proteção ao animal abandonado até o encontro de um novo lar. Porém, o saldo é insuficiente para atender a demanda. “É feito castração somente quando há urgência, pois, não tem como atender a todos, faltam recursos”.

Prefeitura

A Prefeitura de Toledo elabora um projeto de criação de políticas para cães abandonados nas ruas, entre eles está à castração dos animais. Segundo Maria Lucia a administração fará uma licitação para contratação da clínica em executar a castração. Desde ano passado, o serviço não era feito na cidade devido ao período de renovação de contratos com clínicas veterinárias e com uma universidade.

A castração é, conforme Maria Lucia, a principal alternativa para o controle populacional. “É a única forma e com isso outros problemas podem ser evitados. O objetivo principal do trabalho é desacelerar o crescimento de caninos abandonados nas ruas, mas não sabemos quanto animais serão castrados ao mês, onde eles ficarão isso ainda será definido”.

A previsão é que o projeto aconteça até o final do ano, porém, não há data definida “É a primeira vez em Toledo que os gestores estão pensando numa construção de uma política pública para controle dos animais abandonados, isso depende de verbas, por isso também é um processo demorado”. Ela assegura, que abrigo para recolher animais a prefeitura não abrirá. “Não é viável, isso seria apenas um depósito de bichos”.

Adoção

O interessado em adotar um cão também pode entrar em contato com a associação através do Facebook. Também é realizada todo mês uma feira de adoção de animais recolhidos e tratados pela entidade. Atualmente são 12 protetoras e 100 animais abrigados.

Fonte: Jornal do Oeste

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  1. Não dá para entender isso pois a maior parte da população de Toledo vivem em casas, portanto há espaço para adoção dos mesmos, só está faltando um pouco de sensibilidade para essas pessoas. A ultima vez que estive lá, vi tantos cães nas ruas, na praça pero da casa dos meus pais, vários. As pessoas não podem se acostumar com cães nas ruas, como e fosse algo natural. O lugar deles é nos lares das pessoas, fazendo parte da família. E castração urgente, antes que seja tarde demais, a prefeitura tem que ter verba para isso, é questão de saúde pública.

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