• Home
  • Presidente da Associação Catarinense de Proteção aos Animais fala sobre uso de cobaias

Presidente da Associação Catarinense de Proteção aos Animais fala sobre uso de cobaias

2 comments

Daniel Ribeiro é presidente da Associação Catarinense de Proteção aos Animais Foto: Felipe Pereira / Agência RBS
Daniel Ribeiro é presidente da Associação Catarinense de Proteção aos Animais
(Foto: Felipe Pereira / Agência RBS)

Presidente da Associação Catarinense de Proteção aos Animais, a mais antiga do Estado fundada em 1980, Daniel Ribeiro era um dos manifestantes mais informados sobre o uso de cobaias em pesquisa no protesto desta sexta-feira (25), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele alega que a posição de que não existe alternativa aos testes em animais é muito confortável e leva ao não investimento em novas alternativas.

É possível manter o avanço da ciência sem testes em animais?

Daniel Ribeiro: Vários cientistas ao redor do mundo questionam o uso de animais. Não é coisa de agora, mas de décadas, porque o modelo animal não garante saúde humana. As pesquisas em HIV usam primatas, só que do ponto de vista estatístico eles são mais resistentes ao vírus. O maior avanço surgiu com testes em pacientes terminais.

A alternativa é testar em humanos?

Daniel: Assim como os humanos não querem ser submetidos a dor lutamos por tratamento igual. E o discurso de que o modelo animal é um mal necessário faz que não seja investido em novas maneiras e é muito confortável a quem pensa assim.

Deixar de testar em animais não torna os estudos menos confiáveis?

Daniel: De qualquer modo precisa passar em testes humanos. E no ano passado a Declaração de Cambridge mostrou que somente 6% dos animais usados resultam em avanço na ciência para saúde humana.

Mas então por que os órgãos que autorizam a venda de remédios exigem antes testes em animais?

Daniel: Fazem desta maneira porque sempre foi assim. A vivissecção é registrada há 300 anos na literatura.

Fonte: Diário Catarinense

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Só um complemento: de acordo com o neurocientista Philip Low, na declaração de Cambridge, “O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. “A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (APENAS TESTE, PODE SER QUE NEM FUNCIONE) é de 6%. É uma péssima contabilidade.”

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>