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Testes no Instituto Royal eram feitos para liberação de cópia de medicamento

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(da Redação)

Nesta quarta-feira, o doutor pela Unifesp José Sebastião Afonso comentou sobre a prática de testes em animais em seu perfil no facebook. Confira abaixo.

“Atentem para a confissão:

‘O cientista não revelou o nome do medicamento desenvolvido, que é protegido por contrato, nem para qual tipo de câncer ele seria usado. Mas informou que se tratava de um tipo de remédio produzido fora do país e que teve a patente quebrada’.

Apenas para melhor entendimento, medicação genérica é cópia de medicação original que perdeu a patente, não há inovação, nada de novo. A medicação original já foi testada no passado. Ademais, não se discute aqui a importância dos genéricos para a diminuição dos custos da saúde.

Em artigo da Folha, o pesquisar confessa que a medicação contra o câncer da qual desenvolvem é, na verdade, tentativa de cópia da original que perdeu a validade da patente há anos.

O fato reforça o óbvio, quase notório, que a Royal faz testes, diga-se cruéis, em cães para validação de drogas genéricas perante a ANVISA. Ressaltar que conforme nota, a ANVISA não só aceita métodos alternativos, como também recomenda.

Percebam, além de não haver nada de novo, nenhuma droga nova milagrosa, que teria, em tese, a imprescindibilidade de testes em cães discutida, usam esta crueldade primitiva para liberarem, pasmem, cópias do que outros inventaram.

Resta indubitável que o uso de cães se assenta na questão econômica e/ou limitação tecnológica nacional de testes alternativos, mais sofisticados e caros. Em palavras chulas, a solução cruel tupiniquim.

Ademais, causa profunda estranheza a negativa por parte da Royal de divulgação dos dados. A fórmula química e a pesquisa clínica das drogas é de domínio público para o crivo e/ou eventual contestação da comunidade científica mundial. Não se libera legalmente drogas que não divulgam os resultados clínicos, sejam eles contra ou a favor.

Sigilo, nesta área é permitido apenas no segredo industrial de sua produção, e a patente é feita com a descoberta da fórmula, lá atrás.

Assim, a publicização dos dados é imperativa pela própria natureza do ramo, e não só, o que já seria suficiente, por haver dinheiro público envolvido.

Com os dados em mãos poderemos contestar a imprescindibilidade dos testes em cães e, ademais, adquirir mais provas de atos cruéis, incompatíveis com o preceito constitucional (art. 225 da CF/88).

A mentira não resiste à luz do sol. É este o medo?”

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  1. Não interessa essa questão de medicamentos, nossos peludinhos não tem nada a ver com isso, eles “não podem” escolher se querem ou não ser cobaias, então se virem atrás de alguem que possa decidir se aceita ser cobaia ou não! Que usem de tecnologia sem experimentos com animais!! Não queremos mais nossos animais sendo vítimas dessas crueldades!

  2. E o Governo ainda injeta mais de cinco milhões para algo que já existe no mercado… povo é o nosso dinheiro que mais uma vez está indo pelo ralo, pois nenhuma novidade existe, apenas a crueldade contra o animais e muitas pessoas se servindo do dinheiro público.

  3. Só um detalhe: por lei, o medicamento genérico, antes de ser lançado, deve passar por testes de bioequivalencia e biodisponibilidade, justificando assim, o uso de animais.
    Para quem critica os testes em animais, fica uma pergunta: vc doaria seu filho(a) bebê para que ele fosse “voluntário” em testes de medicamentos para câncer, AIDS, etc?

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