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Ursos e humanos coexistem pacificamente em Parque no Alasca

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Por Patricia Tai (da Redação)

Foto: Reprodução
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Kim Spanjol viajou para ver gorilas no Congo e orangotangos em Bornéu. Mas para a lua de mel com seu marido Jim O’Brien, ela escolheu uma viagem ao Katmai National Park no Alasca, onde eles puderam ver ursos pardos de perto desde quando a aeronave aterrissou na praia. As informações são do Huffington Post.

“Havia um urso na água, e um outro vindo pela praia”, disse Kim, que trabalha como psicóloga em Nova York. “E então, nós fomos comer e havia um urso correndo, e mais três ursos próximos a um rio. Foi maravilhoso tê-los tão acessíveis”, conta a turista.

Aproximadamente dez mil pessoas percorrem a difícil trilha a cada verão para ver os ursos. O parque de 16 mil km², pouco maior que Connecticut, está localizado na Península do Alasca, a cerca de 400 km a sudoeste do município de Anchorage. A região só é acessível via aérea.

Chegar em Brooks Camp é difícil e caro. O voo até o local requer uma viagem de três horas, os traslados são onerosos e não há muitos locais para hospedagem. Mas os turistas afirmam que o fato de sair da porta da hospedagem e rapidamente poder ver ursos compensa qualquer esforço pois, segundo eles, nem sempre se consegue ver animais selvagens na natureza quando se viaja com este objetivo, uma vez que os animais geralmente se escondem dos humanos. A acessibilidade garantida aos ursos que Brooks Camp oferece, de acordo com a reportagem, é algo único.

Foto: Reprodução
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Na alta temporada, que ocorre no final do mês de Julho, há aproximadamente 70 ursos adultos e filhotes dentro de uma área de 1,6 km no Brooks Camp. Não é incomum ver ursos pardos correndo pelo campo, desviando dos humanos e brincando uns com os outros.

Segundo a reportagem, houve apenas dois pequenos incidentes entre ursos e humanos nos últimos sessenta e três anos, e isso é uma prova de que as regras impostas pelos guardas florestais visando o respeito à liberdade dos ursos têm sido cumpridas pelos visitantes. “Eu não acredito que haja nenhum lugar como Brooks Camp, em que tenhamos tantas pessoas e ursos coexistindo de maneira tão próxima”, disse Roy Wood, funcionário do Katmai.

Arquibancadas para a visualização dos ursos foram construídas em Brooks Falls, uma área de cerca de 200 metros a jusante, nas margens do rio, que é o local onde se concentram em setembro. “Os ursos se comportam de forma diferente nessa época do ano, quando eles estão realmente fartos”, disse o guarda Michael Fitz. “Em vez de perseguir ativamente os peixes, muitas vezes ficam apenas passeando para cima e para baixo pelo rio, como navios de guerra. Eles estão procurando por qualquer coisa que não possa nadar para longe deles”, acrescentou.

As orientações aos visitantes de Katmai são mandatórias. Os turistas são proibidos de alimentar os ursos, de carregar qualquer líquido que não seja água ou deixar objetos como sacolas no chão. Eles também são orientados sobre como agir quando encontram um urso e qual o espaço de distância a ser mantido dos animais.

Mas no Parque Brooks Camp, os ursos têm preferência e prioridade. Os guardas do parque andam com rádios “walkie talkie”, e costumam parar o tráfico humano quando há o chamado “congestionamento de ursos” – até que os ursos deixem a área. Há guardas posicionados em cada lado de uma ponte que atravessa o rio, e eles param a travessia das pessoas para dar aos ursos o tempo de caminharem em sua própria velocidade.

“Há poucas regras, e a maioria se refere a manter os humanos a uma distância segura dos ursos para não incomodá-los e para que eles não se sintam ameaçados e partam para uma possível retaliação”, explica Wood.

Apenas duas vezes os ursos atacaram humanos desde a abertura do Brooks Camp por volta de 1950. Uma pessoa foi mordida em 1960, e três décadas depois, um guarda sofreu alguns arranhões. Wood afirma que, se os visitantes seguem as regras, os ursos não associam humanos com comida ou brinquedos. Eles simplesmente andam pela floresta ao longo do rio, fazendo o que se espera deles.

No Katmai está localizado o “Valley of Ten Thousand Smokes”, um vale formado por uma explosão vulcânica de três dias que ocorreu em junho de 1912. É a maior erupção vulcânica do século 20 e uma das cinco maiores da história. De início, os turistas iam ao local para ver a paisagem e para fazer tratamento geotermal, não para ver os ursos.

As propriedades geotérmicas foram se perdendo com o tempo e, conforme a civilização foi crescendo, as áreas selvagens onde se pode observar os ursos foram ficando mais difíceis de se encontrar. Por isso, os ursos são o principal motivo pelo qual tantos turistas procuram a região na atualidade.

Foto: Reprodução
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