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Irmãos esquartejam jacaré ameaçado de extinção e são soltos após multa

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Foto: Ibama/ Divulgação
Foto: Ibama/ Divulgação

Dois irmãos foram apresentados à polícia na segunda-feira depois de capturar um jacaré vivo e esquartejá-lo em público na semana passada em Brejo Grande do Araguaia, no sul do Pará. O jacaré-açu de cinco metros morto pelos homens está ameaçado de extinção e é uma espécie protegida. Depois de identificados, a dupla foi multada em R$ 5 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), porém não houve prisão porque o crime ambiental é considerado de menor potencial ofensivo pela lei brasileira.

O Ibama acredita que os homens praticavam a caça regularmente no rio Araguaia, apesar de eles terem negado isso à polícia. Em imagens e vídeo divulgados por um cidadão que denunciou o crime, a dupla aparece atingindo o animal com machadadas sob o olhar de diversos moradores, inclusive crianças. Amarrado, o animal ainda vivo foi levado das proximidades de uma praia até uma rua na cidade, onde o jacaré sofreu os maus-tratos. Os agressores removeram o couro e cortaram o animal em partes.

“Para eles, isso se trata de uma ‘farra’, de diversão. Inicialmente eles tinham interesse em aproveitar a carcaça do animal pelo valor da pele, da carne, do crânio, mas passaram a utilizar o jacaré apenas para exibição, como um troféu”, informou ao Terra o analista ambiental Leonardo Tomaz, do Ibama em Marabá (PA). “Com a divulgação das imagens, eles repartiram o animal e distribuíram as partes, depois destruíram a carcaça do animal. Encontramos apenas o crânio.”

De acordo com o ambientalista, existe uma cultura nessa região de se consumir carne de animal silvestre. A prática não seria mais tão comum hoje, mas já foi responsável, em parte, por dizimar grande parte dos répteis da região. Uma dificuldade encontrada pelo Ibama em áreas como essa é descobrir os crimes e aplicar punições, porque muitas cidades – como essa no interior do Pará – não contam com delegacia ou posto de polícia, apenas uma autoridade municipal.

Tomaz acredia que a agressão tenha causado constrangimento aos moradores de Brejo Grande, e cita com espanto o fato de jovens testemunharem o ato. “Me indigna tal ação ocorrer na frente de crianças, o que acaba estimulando essa prática. Foi algo que nos revoltou”, disse o analista ambiental.

Fonte: Terra

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