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Fabricante do “Tonnus Vaquejada” responde à matéria publicada na ANDA

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Por Renata Takahashi (da Redação)

Como resposta à matéria “Farmacêutica veterinária produz tônicos para exploração de cavalos em vaquejadas”, publicada pela ANDA nesta terça-feira, a empresa Vetnil, desenvolvedora da droga “Tonnus Vaquejada”, enviou a seguinte nota à redação (reproduzida abaixo na íntegra):

POSICIONAMENTO VETNIL

A Vetnil comunica que se preocupa em desenvolver produtos que proporcionam saúde e bem-estar aos animais de companhia e animais atletas. Todos os produtos do seu portfólio são registrados nos órgãos competentes e produzidos dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade.

A empresa não compactua, de nenhuma forma, com quaisquer atividades que maltratem os animais. Neste caso, o principal objetivo é promover a recuperação dos animais atletas. 

O suplemento equino Tonnus Vaquejada JCR é um suporte farmacêutico aos exploradores de cavalos e bois. (Foto: Vetnil)
O suplemento equino Tonnus Vaquejada JCR é um suporte farmacêutico aos exploradores de cavalos e bois. (Foto: Vetnil)

Uma empresa que se diz preocupada com a saúde e o bem-estar dos animais jamais poderia ter entre seus produtos algo como o “Tonnus Vaquejada”. O conceito de animal atleta também deve ser questionado, já que atletas são aqueles que escolhem treinar para competir e no caso dos cavalos, eles são forçados por seus tutores.

É impossível considerar positivo para a saúde e para o bem-estar dos animais desenvolver produtos para que eles sejam submetidos a situações de tamanho stress e risco como nas vaquejadas.

A vaquejada é um pseudo-esporte em que dois homens montados em cavalos robustos tentam derrubar um boi ou bezerro  em um local previamente estabelecido na arena. Para que o boi ou bezerro fique afoito e seja mais difícil derrubá-lo, antes de ser solto para enfrentar sozinho dois cavalos – igualmente vítimas – e dois homens nesta competição covarde, o animal é submetido a chutes e chicotadas.

Em março deste ano, apesar da vaquejada ser reconhecida pelo Piauí como atividade desportiva e cultural, o Ministério Público do Estado deu exemplo de ética ao declarar que esse argumento não pode ser utilizado para burlar os regramentos que proíbem a submissão de animais aos maus-tratos e a crueldade.

As leis que “regulamentam” a vaquejada afrontam a própria Constituição Federal, que confere ao Poder Público o dever de proteger os animais, vedando as práticas que lhes ofereçam  risco. Isto se chama inconstitucionalidade.

Assim, o argumento de que o “Tonnus Vaquejada” está registrado nos órgãos competentes pode não significar muito em termos de ética e respeito à vida dos animais. Ao contrário, um caso como este indica uma necessidade urgente de revisão e atualização das leis deste país. Seja em relação aos produtos para animais que são vendidos livremente no mercado, seja à institucionalização criminosa de pseudo-esportes como a vaquejada.

vaquejada
Foto: Divulgação

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  1. Gostaria de saber quem seriam os “órgãos competentes” do nosso país. IBAMA? Pois o IBAMA é uma piada. E outra, não acredito nisso de “animais atletas”. Como se eles escolhessem ser “atletas”… Mais uma piada.
    Só o nome do tal produto já é uma ofensa: Tonnus Vaquejada. Vaquejada é uma atividade cruel e exploradora para pessoas que se divertem com coisas primitivas como a violência.
    É uma falta de respeito total. Não há nem o que justificar.

  2. nao eh pq eh cultural que eh etico. apedrejar, cortar o nariz, estuprar tb eh cultural em varios paises mas nao eh etico nem aceitavel.

  3. não devemos aceitos e muito menos incentivar qualquer tipo de atividade que usa animais, com maus tratos ou não, para diversão humana, afinal eles são seres vivos e não brinquedos ou joguetes. Quem age assim são pessoas imorais, sem ética, são péssimo exemplo para a sociedade…

  4. O nome do dito órgão competente é o MAPA (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) aonde os medicamentos veterinários devem ser registrados. E este referido órgão, permitiu o uso da vaquejada no tal tônico! Será que eles não sabem acerca do Bem-estar Animal e que a tal da atividade esportiva é inconstitucional? Isso é uma vergonha!!

  5. Olhando as mensagens abaixo, nota-se que 100% delas foram mandadas por mulheres. Só digo uma coisa: se as senhoritas comem carne, ou usam alguma roupa ou acessório que de alguma forma tenha sua origem em animais, ou usam ou já usaram qualquer emédio que seja que tenha tido sua eficácia atestato antes em animais, faço-lhes um desafio: olhem-se no espelho, mas olhem-se de verdade, e percebam o quanto são idiotas e sem sentido suas opiniões. Recomendo fortemente que as senhoritas frequentem algum consultório psiquiátrico, ou pelo menos arrumem algo de útil pra fazer para ocupar seu tempo.

    1. além de super ignorar uma coisa chamada direitos animais, você tem preconceito contra mulheres também, aff, que preguiça de gente assim.
      Mas sempre que se publica matérias contra vaquejada, aparece uns tipos inflamados assim como você, se não é o mesmo que já postou nas outras matérias, defensor ferrenho desse negócio…
      E você, já que parece se considerar o ser mais útil da Terra, devia contar pra todo mundo o que faz de útil. Deve trabalhar pra indústria da vaquejada, dos frigoríficos, ou farmacêutica.

      1. Patricia, nada tenho contra mulheres, muuuito pelo contrário (não se trata de pelo de animais, bem entendido). Nada de “super ignorar”, isso é palavreado de adolescentes viciadas em malhação, por favor. Não sou pró vaquejada, nem sei direito o que é isso, mas veja bem, a matéria ataca um SUPLEMENTO, que por acaso possui como sub-nome a palavra “vaquejada”, mas que pode ser usado para qualquer animal, galinhas inclusive. É um suplemento alimentar, e só. E dos bons. Não acham que, talvez, quem sabe, oxalá, estejam sendo um pouquinho só, digamos assim, xiitas? Não é por aí que as senhoritas e SENHORITOS vão acabar com a vaquejada, repensem sua forma de ativismo, essa frente não dará em nada, posto que é ridícula.

        1. João, me surpreende que você tenha feito tantos comentários aparentemente sem ter lido o texto – o tal suplemento criticado na matéria é para cavalos que são explorados em vaquejadas, logo, o alvo da matéria é a exploração de animais em vaquejadas – pronto, resumi pra você.
          Posso me expressar de maneira livre nos comentários, eles não requerem linguagem formal e isso não me classifica como adolescente viciada em malhação – depende da mente de quem está do outro lado, o que já não é meu domínio.
          Quanto às mulheres, sua opinião sobre nós me enoja, vi também o comentário que você fez nessa matéria agora :
          http://www.anda.jor.br/21/02/2014/busca-recorde-vergonhoso-cidade-gaucha-realiza-encontro-churrasqueiros
          e me abstenho de comentar e de continuar trocando comentários.
          Por fim, sua opinião de que nossa forma de ativismo é ridícula é sua opinião, e também lamento. Geralmente quem fala isso acha ridículo defender direitos animais, já deu pra perceber que você é a favor da ingestão de carne e etc – isso é uma escolha, o que não é elegante é você chamar de ridículo quem pensa e trabalha por algo diferente, pelos animais.

          1. Patricia, desculpe se a ofendi. É que esse negócio de super isso, super aquilo, me deixa apavorado. Sobre o suplemento, engana-se, ele pode ser usado para cães, gatos, galinhas, porcos e uma infinidade de outros. Só porque ele foi feito pensando em cavalos atletas não o exclui de ser usado para outros bichos. Basta que a dosagem seja reestruturada. Palavras da própria VETNIL, por email (nota: eu uso esse produto em minhas galinhas ornamentais, gosto muito). Disse antes e repito, nada tenho contra mulheres, apenas divirjo das opiniões que vocês estão expressando aqui, se fossem homens minhas respostas seriam idênticas. Sobre minha opinião sobre o ativismo, eu me referi a este caso em particular, percebam, não tem nexo atacar um suplemento visando proibir vaquejadas, penso que suas energias seriam melhor gastas se fossem usadas de forma mais inteligente, foi isso que eu quis dizer. Agora meio off-topic, não concorda comigo que é curioso que a esmagadora maioria dos integrantes (pelo menos os que comentam aqui no site) desse site/instituição seja de mulheres? Será que o ativismo pró-animal é uma coisa inerentemente feminina? Só curiosidade mesmo…

          2. Patricia, e parece que vc tem mesmo razão. Relendo algumas mensagens minhas percebi que fui meio estúpido em algumas delas. Acho que isso aconteceu porque me deixei levar pelo clima extremamente incisivo da maioria das mensagens publicadas aqui, que via de regra pedem castigos terríveis aos carnívoros. Não justifica, claro, por isso peço aos que leram algumas de minhas palavras anteriores que tenham a bondade de relevar e/ou desculpar várias delas. Peço desculpas a você em particular.

  6. A Vetnil, empresa de qualidade internacional, fabrica vacinas, suplementos animais, remédios, ministra cursos e etc; com isso oferecendo empregos em todos on níveis de preparo para a sociedade Brasileira. E as senhoras, o que fazem de útil? Quando não se puder criar mais bois, cavalos e etc, porque os trabalhos típicos das raças estarão proibidos, será que as senhoras criarão esses animais em seus apartamentos? Ou ficarão felizes com a extinção dos mesmos?

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