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Cavalos feridos e doentes ganham nova chance em Novo Hamburgo (RS)

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Cavalo Frederico recebe carinho do diretor de Proteção Ambiental da SEMAM, Volnei Campagnoni (Foto: Deivid Poncio / Divulgação)
Cavalo Frederico recebe carinho do diretor de Proteção Ambiental da SEMAM, Volnei Campagnoni (Foto: Deivid Poncio / Divulgação)

Quem vê Frederico hoje duvida do estado de saúde em que o equino foi encontrado em maio deste ano, jogado em uma rua de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Com baixo peso, sem ferraduras e puxando uma carroça quebrada, o cavalo foi recolhido e encaminhado ao Parque Henrique Luis Roessler (Parcão), onde foi recuperado por veterinários.

Como ele, outros 212 animais receberam tratamento no município nos últimos seis anos. Desse total, 102 foram adotados por famílias.

Fred, como é chamado, foi adotado no dia 13 de julho por um morador de Montenegro. Hoje, mora em um sítio. É um entre dezenas de equinos feridos, doentes ou maltratados que passaram a ser atendidos pelo Parcão e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) desde 2007.

— Muitas pessoas tratam o cavalo como moeda de troca e sequer sabem como cuidá-lo. Atendemos os animais para incluí-los novamente na sociedade, para serem cuidados como animais domésticos, com afeto e carinho — conta o agente ambiental Udo Scarlet, administrador do Parcão.

Segundo Scarlet, o local tem um acordo com o Ministério Público, segundo o qual todo animal apreendido deve ficar no mínimo 30 dias em tratamento. Para o processo de adoção, as regras exigem que o equino não fique na zona urbana e jamais faça qualquer tipo trabalho, prática esportiva ou participação em rodeio. Hoje com apenas seis cavalos em observação, a lista de espera para acolher os bichos chega a 40 pessoas.

Quem se interessar pela adoção deve preencher um formulário e entrar na fila de espera. Quando o cavalo estiver em boas condições de saúde, o padrinho passará por um processo de seleção, realizado pela organização Ondaa. A ONG analisa o perfil do candidato para saber se possui uma área específica para comportar o animal, como um sítio ou um campo.

De janeiro a julho deste ano, 16 cavalos foram recolhidos das ruas da cidade. Segundo o diretor de Proteção Ambiental da Semam, Volnei Campagnoni, muitos animais são encontrados em situações de risco, queimados, com doenças letais, desnutridos e abandonados. Por isso, com o apoio de dois veterinários e três profissionais que manejam os cavalos, o trabalho também envolve medidas de instrução a carroceiros.

— Tem pessoas muito más, que maltratam o cavalo de propósito. Porém, tem gente que trabalha com veículos de tração que não sabem como manejar ou alimentar o animal — afirma Scarlet.

Moradores de baixa renda que não têm condições de cuidar de equinos podem procurar o atendimento dos profissionais, que atendem à domicílio. O tratamento é gratuito, mas não há utilização de remédios ou realização de cirurgias com grande complexidade. O parque também está aberto a doações.

Como denunciar o crime de maus-tratos

Se alguém presenciar algum caso de maus-tratos a animais, deve denunciar para a Semam pelos telefones (51) 3524-0356 ou (51) 3594-9936. A denúncia também pode ser dirigida a qualquer órgão policial, como a Guarda Municipal ou a Brigada Militar (BM). A penalidade para quem for flagrado ferindo ou mutilando qualquer animal é de três meses a um ano de detenção e multa de R$ 500 a R$ 3 mil (de acordo com o artigo 32 da Lei Federal 9605/98). Casos de abandono de animais e de falta de atendimento a um animal doente ou ferido também constituem maus-tratos. A identidade do denunciante é sempre mantida em sigilo.

Serviço é feito pela EPTC em Porto Alegre

Na Capital, o serviço de recuperação de cavalos abandonados e em situações de maus-tratos é feito pela Empresa Pública de Transporte (EPTC). Os animais são encaminhados ao abrigo da empresa, localizado na Rua Luiz Correa da Silva, 1.400, no bairro Lami, Zona Sul da cidade.

Segundo o chefe da Equipe de Veículos de Tração Animal (EVTA), Paulo Dornelles, no local há alimentação, serviço veterinário e cocheiros para abrigá-los. Caso o estado do equino seja grave, a equipe solicita tratamento ao hospital veterinário da UFRGS. Hoje, o grupo atende 24 cavalos, que podem ser adotados após 15 dias de recolhimento, por meio do projeto Adote um Cavalo.

Os interessados devem contatar a EPTC pelo telefone 118 ou pessoalmente, na Avenida Erico Verissimo, 100, no setor de atendimento. Os candidatos passam por avaliação.

Fonte: Zero Hora

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  1. O governo (federal, estadual ou municipal) deve subsidiar a venda de motos para os carroceiros substituirem os seus animais de tração por motos. É um tipo de bolsa emprego legal e que é um estímulo ao trabalho . Além de poupar os animais de sofrimentos indescritíveis. E o destino dos animais de tração? Temos funcionários públicos que ganham muito bem para pensar em soluções que façam bem aos animais.

  2. Acho desumano o tratamento que os carroceiros dão para os cavalos.
    Não deveriam ter cavalos de carga.
    Carroceiros precisam ter algum curso proffisionalizante para meio de seu sustento.Fim de carroças.

  3. eu adoto esse cavalo eu sou uma pessoa apaixonada por cavalos eu tinha uma égua ela sumiu na fazenda do meu tio ela nunca apareceu entao eu nao tenho cavalo pra mim viver melhor eu quero ter um cavalo

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