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Sequestradores de animais de raça podem estar envolvidos com tráfico de drogas em Blumenau (SC)

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Casos de sequestros de  animais de raça têm ocorrido com frequência na cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A polícia e as ONGs de proteção animal acreditam que uma quadrilha especializada em sequestro de cães está agindo na região. Segundo a Diretoria de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Blumenau, a principal hipótese é que os animais estão sendo trocados por drogas.

“Em nossas buscas por outros crimes, esses cães de raça foram apreendidos duas vezes na casa de traficantes de drogas. Está ocorrendo uma onda de sequestro de animais domésticos e correlacionamos esses casos. Estamos investigando”, afirmou o delegado Ronnie Esteves.

O delegado ainda confirma que não há cadastramento de boletins de ocorrência específicos para o caso, o que torna ainda mais difícil a investigação do caso. “Não existe sequestro ou ‘furto’ de animais, só furto de residência. Este é um fato novo e estamos tendo dificuldade em trabalhar. Sem um boletim específico, torna-se difícil fazer esse cadastramento e encontrarmos os tutores desses animais”, disse.

A onda de sequestros também preocupa associações e ONGs de proteção a animais, que não tem dúvidas que os sequestros de animais estão atrelados a outros crimes. “Temos certeza que ninguém sequestra esses animais para ter eles para si. Já constatamos mais de quinze casos esse ano somente na região de Blumenau. Estamos acompanhando e procuramos dar uma orientação aos tutores de que eles tem que deixar claro quando fizerem os boletins de ocorrência. O usuário vê o animal em uma casa, sequestra e leva até o traficante, que leva o animal e o vende para um canil clandestino. Os animais estão virando moeda para o tráfico. O problema é que nossa legislação o animal é tratado como um bem móvel e o policial não vai sair para uma investigação exclusivamente por isso”, conclui o advogado Jean Carlo Rosa, assessor jurídico da Associação Protetora de Animais de Blumenau (Aprablu).

Fonte: G1

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