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Estagiando em uma instituição de jejum higienista

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Há mais de 6 anos e meio, o perito e altamente renomado líder crudívoro Dr.Douglas Graham foi uma de minhas maiores inspirações e melhores fontes de informação de como adotar uma dieta crudívora e um estilo de vida saudável.

As recomendações e livros de famosos higienistas, que mudaram minha vida e minha saúde, levaram-me a reverter doenças tidas como incuráveis pelo modelo de saúde comum, motivando-me a estudar mais a fundo sobre o assunto, já tendo lido dezenas e dezenas de livros de especialistas em crudivorismo, veganismo, saúde, medicina e nutrição, desde então.

Meus estudos, durante esses 6 anos, levaram-me a viver totalmente em uma dieta frugívora (frutas, vegetais, sementes e nozes) e dentro do estilo de vida sugerido pela Higiene Natural (um modelo de saúde, como a alopatia, homeopatia, etc. entretanto completamente antagônico a todos os usuais). Com o incrível sucesso obtido através de tais práticas de saúde e com um desejo voraz de obter mais conhecimento, experiência e informação, inscrevi-me no curso/estágio sobre jejum do Dr.Graham, que é oferecido na Costa Rica, perto da mais alta montanha daquele país chamada de Chirripo, onde está situado o hotel Rio Chirripo.

O evento tem duração de 37 (trinta e sete) dias, oferecendo a opção de estágio ou de jejum. Compareci ao evento como um estagiário. Os estagiários aprendem a monitorar e monitoram as pessoas que jejuam, assim como também tem aulas diretamente com o Dr. Graham desde jejum até nutrição. A outra opção é de quem vai para jejuar, o que pode ser feito até no máximo 24 (vinte e quatro) dias, não podendo passar disso apenas devido a duração do evento.

Meu objetivo do curso foi aprender mais sobre o principal intuito do centro, que é um dos meus assuntos prediletos: o jejum. Já tendo tido minhas próprias experiências pessoais na área, com 05 (cinco) longos jejuns de água, sendo o menor com a duração de 07 (sete) dias e o maior de 24 (vinte e quatro) dias.

No evento ministrado pelo Dr. G, os estagiários aprendem mais sobre jejum e como cuidar de pessoas jejuando, aprendendo ainda sobre a Higiene Natural, sobre a criação e manutenção da saúde através da abordagem holística da HN, conhecimentos sobre a dieta frugívora e sua aplicação culinária, bem como nutrição crudívora.

Estagiei junto com mais 07 (sete) pessoas de diferentes nacionalidades. A maioria já levava uma dieta frugívora higienista a algum tempo tanto como eu. E tínhamos mais 07 (sete) pessoas que foram ao evento para jejuar com o especialista em jejum Dr. Graham, que já supervisiona jejuns a 25 (vinte e cinco) anos. Também presentes ao evento o staff do Dr. Graham, composto pelo seu assistente pessoal e ultra-maratonista Grant Campbell e seu Chef crudívoro Simon Flack.

Cheguei a San Jose na Costa Rica no dia 31 de dezembro de 2009 para a abertura do evento e no dia seguinte seguimos para o Chirripo.

Nossa programação durante o evento ocorria da seguinte forma :

* Tomávamos café da manhã, geralmente melões e melancias, e tínhamos a primeira aula matinal. A seguir algum tempo livre para nos exercitar, depois algumas tarefas como monitorar, verificando detalhadamente os sinais vitais das pessoas que estavam jejuando, assim como outras formas de monitoramento utilizadas por higienistas durante um jejum.

* No almoço tínhamos geralmente aulas de anatomia e fisiologia e durante a tarde aulas com o Dr. Graham, e ao final da tarde preparávamos outra refeição e tínhamos uma aula durante o jantar.

O evento durou 37 (trinta e sete) dias. O local era muito bonito e com um clima tropical, sendo situado na base do Chirripo, que tem altitude de 3.820 metros de altitude. As frutas e vegetais, eram todas crescidas locais, com diversas variedades não comercializadas no Brasil, todas bem gostosas e frescas. É impressionante a incrível diferença no ar tão puro e no bem estar, devido a vivermos afastados do trânsito, barulhos e convivermos com em torno de 20 pessoas (tivemos alguns visitantes), que se alimentavam apenas de uma dieta frugívora (frutas, vegetais,sementes e nozes crus). Um ambiente tão natural, pessoas tão pacíficas, saudáveis e ativas fisicamente foram uma inspiração e motivação para dar continuidade ao meu trabalho e meu estilo de vida higienista.

Era impressionante a alegria, o clima e a energia do local e das pessoas presentes. Foi para mim uma prova real do que a vida saudável proporciona.

Os jejuns variaram entre 08 (oito) até 22 (vinte e dois) dias, o mais longo. Todos ainda tinham visivelmente reservas nutricionais para continuar e ainda obter mais benefícios do jejum. A transformação, energia que retorna, problemas de saúde e sintomas desaparecendo, é impressionante de se presenciar. A capacidade de regeneração do organismo é magnífica, como só pode ser propriamente admirada, através da observação de um jejum longo corretamente conduzido.

A parte de realimentação é muito importante, e como a duração do evento é só de 37 (trinta e sete) dias, o Dr. Graham pede que as pessoas que jejuam tenham pelo menos 12 (doze) dias de recuperação, para que possam aprender a adotar hábitos crudívoros, assim ele prefere que a realimentação ocorra no local e que seja supervisionada, com isso permitindo também que o indivíduo se recupere de forma integral, antes de seu retorno para casa.

Todos os jejuns foram realizados pelo modelo higienista, apenas com água, ocorrendo todos perfeitamente bem.

O jejum apesar de ser algo visto na atualidade como uma ação feita com fins religiosos ou espirituais, foi utilizado pelo homem, bem como por todo o reino animal, através de toda a vida no planeta terra. O jejum é um dos principais meios que a Higiene Natural utiliza de fornecer ao corpo as condições ideais, para que ele se regenere e volte mais rapidamente a saúde. Todos nós já perdemos a fome, desde quando ficamos febris, até quando temos brigas e discussões ou momentos muito estressantes. Não sentimos vontade de nos empanturrar de comida com um grande buffet, enquanto estamos febris, sentindo apenas a necessidade de descansar e beber água. O jejum é apenas um descanso fisiológico, que fornece o descanso necessário a todos os órgãos para que o corpo possa redirecionar toda sua atenção e energias para o processo de regeneração necessário.

É impressionante e magnífico assistir a velocidade do organismo de se regenerar, quando “fazemos nada inteligentemente”, e “saímos de seu caminho”, parando de atrapalhar e interromper o processo inerente do corpo com nossos maus hábitos.

É um processo magnífico de se presenciar o da regeneração, rejuvenescimento, a volta de energia, o brilho nos olhos do indivíduo e a beleza e vivacidade sendo restituídas, através do jejum.

Preparávamos na cozinha e nos deliciávamos com tortas, vitaminas, sopas, saladas de frutas, saladas, salpicões, drinques, aperitivos, “salgadinhos” e macarronadas. Todos os pratos deliciosos e 100% crus e compostos apenas de frutas e vegetais, no estilo do crudivorismo vegano higienista. O qual é também conhecido como uma dieta crudívora vegana hipo-lipídica.

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  1. Se todos “benefícios” apontados da doutrina dogmática grahamista são muito duvidosos e aberto a muitas contestações, com mais propriedade posso falar do higienismo que serve de matriz para tais práticas. Trata-se de uma pulsão doutrinária fossilizada pelas ideologias ocidentalizantes do século XIX, mas paradoxalmente ainda com pleno rigor nas práxis biopolíticas da sociedade contemporânea, na busca obsessiva de controle da “massa viva” humana e não-humana, em dispor com mais eficiência de seu poder de decidir quem deve viver (quem se considera “limpo”) e quem deve ser deixado a morrer (quem se considera como “sujo”).

    Nesse sentido os nazistas nos forneceram o exemplo mais bem acabado das obsessões higienistas, em sua ascese pela purificação da poluição biológica-social e restabelecimento da “ordem natural” do mundo…

    O higienismo sempre se baseou, ainda que subrepticiamente, numa polarização violenta da “humanidade” (limpo, moral) x “animalidade” (sujo, imoral), em sua tentativa de confinar em uma zona de morte sóciobiologicamente tudo que remetesse à tal animalidade: fezes, loucos, prostitutas, doentes, pessoas negras, bactérias, urina, pobres, judeus e… animais!

    Nesse sentido, doutrinas higienistas que por acaso pregam o vegetarianismo entenda-se tal como uma tentativa de condenação da animalidade: condenam o comer carne por que isso remete a uma certa animalidade impura do ser humano, que deve ser extirpada pela intervenção médicopolítica. Não há qualquer forma de redenção das formas animais e das animalidades enquanto aquilo que elas são em si mesmas. Não há o interesse real de superar o apartheid opressor que se ergue entre humanos e animais, mas sim aprofundá-lo, indo até o paradigma do campo-de-concentração.

    Dessa forma, não deveria fazer sentido um texto de apologia ao higienismo num site que, na superfície, se propõe a abolir essa dualidade humano x animal, pedra angular do especismo.

    Muito pelo contrário, pela evidência dos exemplos que citei acima… Esse tipo de discurso dietista-higienista, na minha humilde opinião, além de desviar a atenção do especismo opressor, vai fornecendo toda munição para que o veganismo libertário seja entrevisto erroneamente como um complexo dietista, um dogma obsessivo fruto de ortorexia avançada…

    1. HEHEHE. Parece atúm texto escrito por aqueles intelectuais de direita da decada de 60! Um teor de ”cuidado, algo terrivel podera aocntecer”, fruto da herança pos gueerra e do intesnso controle social que existia na cultura da epoca. Obiamente, UM EXAGERO SEM RAÇÂO, SEM PORQUE…. è so uma forma de curar rapidamente e ponto final.. o resto sao os ”especialistas” que talvez queiram so manter o esta quo… ou siplesmente ignoram que a clinica MAYO, a mais efeitiva do mundo na cura do cancer, utiliza o jejum higienista? QUe na EuROPA ja é concens ate 40 dias é perfeitamente segurdo?! Parar com esa sindrome é importante: especicismo é quanto um a epsecie descrimina a outra! Comer aniamis pode ser considerado especicismo, mas entre seres humanos? Melhor falar em desigualdade social, não acha????

    2. nossa Gustavo Nassar, que absurdo de texto inútil , sério ! É bem do tipo recorta e cola suas teorias alienadas do contexto e do entendimento do texto. O que vc escreveu não condiz, nem consegue se comunicar com o que foi falado e apresentado no texto, mas condiz com a abstração mental dos conceitos que vc conseguiu fazer o recorta e cola na sua cabeça . É lamentável ver esse recorta e cola que vc fez, pois poderia ser tão inteligente, mas falta outras inteligências aí, falta vc se comunicar com o texto, entender sem ficar desesperado para associar com seus conceitos já prontos para julgar e explicar . Leia o texto, entendendo a ambiguidade das palavras chave, entendendo que as palavras tem um uso histórico, mas elas em si dizem excepcionalmente uma mensagem básica. Por exemplo, o higienismo, que embora teve essa relação histórica que vc fez, não é o higienismo que está neste texto. O termo é usado em sua acepção básica de limpeza e purificação e não o que foi feita dela e suas implicações com os exageros da história da higienização e tal. E a partir disso, desse recorta e cola vc fez toda uma teorização sem conseguir se comunicar com o texto e ver que o que se trata é uma prática de cura que funciona de verdade feita por pessoas que se disponibilizaram à isso . Vc saiu totalmente da órbita . Entenda isso, o seu comentário é um sofisma mal feito e errado .

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