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Senado espanhol aprova proibição de experimentação com cefalópodes e primatas

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Por Loren Claire Canales (tradutora)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Plenário do Senado aprovou definitivamente o projeto que modifica a atual Lei para o cuidado dos animais durante a sua exploração, transporte, experimentação e morte. As informações são do site Ecoticias.

O texto foi apoiado pelos grupos parlamentares, com exceção do CIU (sigla para o grupo parlamentar catalão Convergència i unió), que se absteve.

A reforma legislativa inclui a proteção a “determinadas formas fetais de mamíferos” como os primatas não-humanos e os animais invertebrados, como por exemplo os cefalópodes, uma vez que já que foi demonstrada a sua sensibilidade a dor, ao sofrimento, a angustia e aos danos permanentes.

Com esta lei, a Espanha harmoniza sua legislação com a da União Europeia, pois de acordo com o artigo 13 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que estabelece que nestas questões a EU e os Estados-Membros terão plena consideração perante as exigências em matéria de bem-estar dos animais como seres sensíveis, respeitando ao mesmo tempo as disposições legais ou administrativas e os costumes dos Estados-Membros relativos, em particular, aos rituais religiosos, as tradições culturais e ao patrimônio regional.

O projeto de lei se adapta também a diretiva da União Europeia de 2010 relativa a proteção dos animais utilizados para fins científicos, que manifesta a “necessidade de preservar o bem-estar dos animais submetidos a procedimentos científicos, elevando os níveis mínimos de proteção dos mesmos, de acordo com o progresso técnico e científico mais recente”. A norma inclui animais invertebrados como é o caso dos cefalópodes e “determinadas” formas fetais de mamíferos, pois já foi comprovada a sua sensibilidade a dor e ao sofrimento.

Além disso, o artigo 7 indica que os centros ou estabelecimentos destinados a criação, ao fornecimento e ao uso de animais para experimentação e outros fins científicos, incluso a docência, deverão estar autorizados ou inscritos antes do início de suas atividades e os procedimentos e projetos onde são utilizados devem ser regulamentados, analisados e autorizados conforme as determinações legislativas da União Européia.

Após a implantação da Diretiva (ato legislativo da União Européia que exige que os Estados-Membros alcancem um determinado resultado, sem ditar os meios para atingir esse objetivo) no regulamento de desenvolvimento da lei, ficará garantido que o uso de animais para fins científicos ou educativos deverá ser feito unicamente quando não exista outra alternativa e que as avaliações de impacto dos projetos, que deverão considerar a ética no uso de animais, constituem o fundamento da autorização dos projetos e deverão garantir a aplicação dos princípios de substituição, redução e ajustamento nos mesmos.

O texto do projeto de lei aumenta os níveis mínimos de proteção existentes atualmente e inclui uma “menção expressa” para a aplicação da normativa da União Européia aos procedimentos e projetos, que devem ser regulamentados, avaliados e autorizados conforme os termos estabelecidos na mesma.

O projeto de lei exige uma decisão rápida e recusa o silêncio administrativo nas autorizações dos projetos.

Nota da Redação: Os testes em animais, todos eles, precisam ter fim. Não apenas cefalópodes e primatas têm o direito de viver. Falar em bem-estar para os animais utilizados em experimentações é um grande contrassenso. Bem mesmo estariam se fossem tratados como seres vivos que têm interesse em viver, não como escravos dos humanos em laboratórios sendo submetidos a diversas torturas e crueldades em nome de uma ciência perigosamente antiética.

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  1. Essa barbaridade deveria ser extinta de vez. Será que quem pratica essa atrocidade contra esses indefesos são mesmo humanos??? Ou a melhor definição seria monstros? Qtos mais precisam ser torturados até a morte???

  2. Sou radicalmente contra o uso de animais em pesquisas cien-
    tíficas.Deve haver outros meios além desses que causam dor e sofrimento a quem não tem o direito de se pronunciar.

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