• Home
  • Universidade dá exemplo e adota métodos alternativos ao uso de animais no ensino, em Curitiba (PR)

Universidade dá exemplo e adota métodos alternativos ao uso de animais no ensino, em Curitiba (PR)

0 comments

SVB – Curitiba (PR)
svbctba@gmail.com

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) decidiu adotar técnicas alternativas para ensinar os alunos do curso de medicina veterinária a partir deste semestre, em Curitiba (PR). No início do ano, participantes da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) – grupo Curitiba e do grupo ONCA – Libertação Animal, solicitaram uma reunião com a instituição para abordar o assunto. A Prof. Dra. Cláudia Pimpão, coordenadora do curso de medicina veterinária, gentilmente recebeu os ativistas no dia 28 de janeiro, no campus São José dos Pinhais. Os mesmos contribuíram com sugestões de técnicas educativas que não necessitavam do uso prejudicial de animais, bem como apresentaram estudos científicos demonstrando que o aprendizado dos alunos com tais métodos são equivalentes ou superiores às técnicas em que animais eram mortos. Após a análise do material pelos professores, a coordenadoria do curso anunciou a decisão, alinhada com os princípios éticos vigentes e a legislação brasileira.

Atualmente, nas aulas de fisiologia e farmacologia são utilizados filmagens didáticas e acompanhamento de pacientes no hospital veterinário da PUC, e em técnica operatória são utilizados cadáveres de cães e gatos que tiveram morte natural, após autorização do tutor. Além disso, os estudantes aprenderão a fazer cirurgias atendendo e castrando animais para auxiliar no controle populacional, em parceria com o Município de São José dos Pinhais. Segundo a Dra. Cláudia Pimpão, a PUC já realizava um grande número de cirurgias em parceria com o município, além de participar de projetos como o “veterinário mirim”, que ensina guarda responsável de animais domésticos a crianças de escolas públicas, tendo também participação ativa em comissões de bem-estar animal e ensino do CRMV e CFMV. Além disso, ressalta que há muitos anos a PUC já vem realizando a substituição do uso de animais em aulas do curso de medicina veterinária. O curso de Psicologia da PUC-PR já iniciou a substituição do uso de ratos por programas de computador no ano passado.

A adoção de métodos substitutivos (quando existentes) ao uso de animais no ensino e pesquisa é obrigatória pela legislação desde 1998, com a aprovação da Lei Federal de Crimes Ambientais, Nº 9.605/98, art. 32. A experiência de diálogo entre ONGs de defesa animal e a Universidade demonstrou que, com respeito mútuo e fundamentação técnica e científica, é possível eliminar a utilização de animais em experiências no ensino, sem ocorrer perda da qualidade do mesmo, pelo contrário, havendo ganho na formação moral dos alunos como futuros profissionais e estimulando o respeito à vida e à não-violência. Havendo interesse por parte de outras ONGs ou Universidades em obter o material (Parecer Técnico) que foi utilizado nesse caso, apresentado sugestões de métodos substitutivos, entre em contato com: svbctba@gmail.com.

Obs: Os e-mails de contato da PUC, para manifestações de apoio e incentivo à decisão ética e compassiva de abolir o uso de animais no ensino de psicologia e medicina veterinária, são:

medvet.sjp@pucpr.br – Coordenadoria do curso de Medicina Veterinária da PUC-PR
psicologia@pucpr.br – Coordenadoria do curso de Psicologia da PUC-PR
secretaria.geral@pucpr.br  – Secretaria-Geral da PUC

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. demorou,ja deviam ter feito isto muito antes.quantas pessoas q conheço,q desistiram do curso de veterinária,por não terem coragem de ver,nem de fazer certas coisas com os animais q eram usados como cobaias.eu mesma sempre hesitei em tentar vestibular pra veterinária,pois tinha medo de não conseguir dar conta do curso por conta do uso das cobaias vivas.

    1. Sim, é verdade, mas isso não impede de celebrarmos uma boa notícia, não? Melhor agora do que mais tarde, né? E a idéia é outros grupos fazerem a mesma coisa em outras cidades, para acelerarmos o processo de substituição de animais (que como vc disse já não deveria acontecer mais).

  2. Nenhum aluno precisa participar de aulas de vivissecção. Existe uma “brecha” não – objeção de consciência_ e o aluno não pode ser prejudicado.Ainda mais agora que existem simulações em computadores e cobaias em 3D.

    1. O problema é que quando o aluno simplesmente não participa os animais continuam sofrendo, mas com uma pessoa a menos assistindo. O mais correto é ver que alternativa existe (e no ensino sempre existe) e daí conversar com os coordenadores pra alterar as aulas, se não der certo é preciso recorrer ao Ministério Público, porque a Lei não permite o uso quando há métodos que substituem o uso de animais.

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>