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Universidade substitui técnica de ensino feita em gatos por simuladores, nos EUA

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Por Natalia Cesana (da Redação)

Imagem: Peta.org
Imagem: Peta.org

Os gatos podem finalmente respirar mais aliviados agora. Após uma intensa campanha promovida pela ONG Peta, a Universidade de Washington, em St. Louis, anunciou que interromperá os abusos cometidos contra os animais ao realizar, no curso de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), aulas de entubação em gatos.

Foto: PETA
Foto: PETA

Esta era uma das únicas universidades que ainda treinava profissionais de saúde a entubar bebês colocando duros tubos plásticos nas delicadas traqueias dos gatos, por até 15 vezes consecutivas. O procedimento comumente causava inchaço e sangramento na garganta dos animais, podendo até provocar danos no pulmão e a morte. Todos os outros treinamentos de PALS dos Estados Unidos, que ultrapassam o número de mil, utilizam simuladores infantis que reproduzem a anatomia humana.

Foto: static.squidoo / CC
static.squidoo / CC

A mudança promovida pela Universidade de Washington é uma vitória após cinco anos de trabalho. A PETA enviou mais de 75 mil e-mails, bombardeou a escola com telefonemas e protestos no campus. Além disso, foram divulgados nos jornais e nas bombas de gasolina de St. Louis anúncios condenando a crueldade contra os gatos. Dan Piraro, ex-aluno de Artes Cênicas da universidade, criou um cartoon para protestar e outras pessoas se ofereceram a comprar os simuladores para que o abuso acabasse.

A PETA tem em mãos uma filmagem feita em um laboratório e, pouco mais de um mês após ir a público, a Universidade de Washington acabou com a prática arcaica.

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