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Homem é preso em flagrante arrastando cão pelas ruas de Apucarana

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Por Rafaela Pietra (da Redação)

Um caso de violência contra animal revolta a população de Apucarana (a 65 km de Maringá), no Paraná. Na manhã de segunda-feira (4), de acordo com fontes do canil municipal, um homem de 59 anos teria amarrado um cão em uma motocicleta e arrastado o animal em via pública, quando foi abordado pela Polícia Militar (PM).

A PM fazia patrulhamento na Rua Hermes da Fonseca, na Vila Nova (zona sul da cidade) quando flagrou o homem praticando o ato brutal de maus-tratos ao animal.

Segundo o jornal O Diário, o cão foi resgatado e deixado, com vida, aos cuidados da Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana (Soprap), que providenciou tratamento e encaminhamento a um veterinário.

O homem foi denunciado ao Ministério Público através de representação da Soprap, e poderá responder pelo crime de maus-tratos contra animais, previsto na Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, e multa, para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Punição leve

Casos similares também já geraram indignação na sociedade. Além de vis e cruéis, crimes como esse geram tanta revolta por serem punidos com brandura, isso quando há punição.

O caso da cadela Preta, arrastada pelas ruas de Pelótas (RS), ganhou repercussão da mídia nacional e internacional. Na noite do dia 9 de março de 2005, a cadela, que estava prenha, foi amarrada ao para-choque de um carro e arrastada pela cidade por Fernando Siqueira Carvalho, Marcelo Ortiz Schuch e Alberto Conceição da Cunha Neto. A condenação dos acusados, ocorrida anos depois, trouxe de volta a indignação, pois o juiz teria se baseado no fato de que o assassinato do cão teriam trazido prejuízos de ordem psicológica à população local. Alberto Conceição da Cunha Neto, por ter antecedentes criminais, recebeu a maior pena dentre os três acusados, sendo condenado em 2007 a somente um ano de detenção em regime semiaberto.

Além de Preta, Lobo também foi vítima de uma crueldade sem limites. O juiz Ettore Geraldo Avolio condenou o mecânico Claudio Cesar Messias, acusado de arrastar o cão rotweiller Lobo por ruas da área central de Piracicaba (SP) em novembro de 2011, ao pagamento de R$ 9.810 e à prestação de 200 horas de serviços à comunidade pelo crime de maus-tratos contra animais. O réu está recorrendo da decisão e poderá não ser punido.

Infelizmente, o assassinato de animais, de forma tão brutal, ainda não é visto e punido com o rigor necessário à perda de uma vida. Serviços comunitários e dinheiro não podem trazer suas vidas de volta, porém, penas leves para assassinos tão cruéis deixam a todos nós com o gosto amargo da impunidade.

Nós só pedimos justiça.

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  1. Espero que neste país que as leis não são cumpridas e que crime contra animais no máximo são punidos com cesta básica sejam revistas. O Brasil é uma vergonha.
    Tomara que a Copa do Mundo seja um vexame para o mundo.
    Não estamos preparamos para cediar NADA, pois é o país da IMPUNIDADE . A bandidagem vai deitar e rolar na Copa.

  2. MAS O QUE QUE É?????ESTÁ VIRANDO MODA ESSA ATROCIDADE NO NOSSO PAIS…UMA HORA SÃO CÃES, OUTRA SÃO JEGUES…PERAI VAMOS DAR UMA PENA BEM DURA PARA ESSES MONSTROS TIPO CADEIA PARA VER SE ISSO CONTINUA ACONTECER!!!!!

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