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Centro de Controle de Zoonoses oferece castração gratuita em Porto Velho (RO)

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Moradores da capital compareceram aos postos levando seus animais para a vacinação no último sábado (Foto: Reprodução/ Diário da Amazônia)

A campanha de vacinação contra raiva foi realizada no último sábado, na Capital, em 96 postos em toda a cidade. De acordo com Bruno Gondim Sadeck, veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a expectativa era de vacinar cerca de 90 mil cães e gatos, sendo que Porto Velho conta com quase 300 mil animais. O número é estimado, porque ainda não foi feito um censo específico para esta população.

Para controlar a reprodução desenfreada de cães e gatos na Capital, o CCZ faz a castração de animais gratuitamente. “A pessoa que quiser castrar o seu animal é só vir aqui e agendar que nós fazemos”, explica. O atendimento no CCZ é de 8h às 12h e de 14h às 18h.

Atualmente, 50 cachorros vivem no Centro à espera de um tutor. “Nós castramos esses animais e tratamos deles para que consigam um novo lar”, conta. Cães e gatos que são resgatados nas ruas recebem todo o tratamento necessário na unidade. Para os tutores que tiveram os animais capturados, é cobrada uma taxa para a devolução e, para quem quiser adotar um cachorro ou gato, não é cobrado nada, apenas informações sobre o futuro tutor que comprovem que não haverá maus-tratos. “Os gatos demoram mais para ganhar um novo lar, já os cães são adotados mais rapidamente”, diz Sadeck. Em 2011, 2 mil animais foram adotados no CCZ.

Vacinação

No ano passado, por um problema na produção de vacinas, o Ministério da Saúde não distribuiu o medicamento, o que tornou a vacinação contra a raiva desse ano muito mais importante. Em 2010, último ano que houve campanha, foram vacinados 40 mil animais, em Porto Velho.

Segundo Sadeck, a Capital possui quase 300 mil animais domésticos. No sábado, a vacinação foi apenas para os cães e gatos, mas Sadeck explica que a raiva também afeta bovinos e furões, entre outros animais. “Existe vacina para cada tipo de animal”, explica.  Em cada um dos 96 postos do município, trabalharam de três a quatro pessoas para atender a demanda dos animais.

No apoio ao CCZ também estavam o Exército, Aeronáutica e estudantes de veterinária. “Nós fizemos os pedidos de ajuda para as unidades e os voluntários”, diz. Para vacinar o animal, ele precisa ter mais que 90 dias e ser saudável.  Jonatas Willian, estudante, levou a cadela Mia, de cinco meses, para receber a vacina. O primo de Jonatas, José Renato Júnior, também aproveitou para vacinar Lud, a cadela de 10 anos. “Tem que cuidar deles. Lá em casa a gente adora cachorro”, diz Júnior.

Melhor amigo

Preocupada com a saúde da gata Mimi, Sabrina Sangrer, 12 anos, vacinou o animal. “Ela dorme comigo todos os dias, dou ração, água e não deixo faltar nada”. Na casa de Sabrina ainda existem três cachorros. Apaixonada por cães, Karine Albuquerque levou cinco para o posto de atendimento na zona Leste. “Se eu pudesse tinha mais”, afirma. Se o tutor perdeu o dia de vacinação, basta comparecer com o animal no CCZ para receber a dose.

Fonte: Diário da Amazônia

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