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Como deve ser a relação com os animais de quem vive perto da natureza

10 comments

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Imagem ilustrativa

Minha amiga Anna Gallo, que mora em Teresópolis, publicou alguns dias atrás esse relato sobre uma situação em que ela teve que ajudar uma ninhada de gambás que se alojaram no forro de sua casa. Em seu texto Anna conta de sua aventura com a burocracia responsável pela fauna. O texto foi publicado terça feira (13) e o final da história aparentemente é feliz. Eu pedi autorização para reproduzir no blog porque acho que Anna deu um exemplo de solidariedade e o Facebook fornece uma plataforma incrível para se criar narrativas interativas que sem ele passariam despercebidas. Mantive a grafia original para preservar o sabor ‘facebookiano’ do texto.

“Ontem, encontramos um “animal silvestre” entre a laje e o forro de gesso da minha casa, então, liguei pra uma amiga, mt “engajada” politicamente, q me deu o telefone do setor responsável do PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos). lá, um rapaz mt simpático me disse, às 8 e meia da manhã, q eles estavam sem carro para coleta e q a área da minha casa era de responsabilidade da secretaria municipal do meio ambiente, mas q ele (q era simpático e tinha mt boa vontade tb) ia avisá-los da situação e me passou o telefone da sec. mun. de meio ambiente caso demorassem……algumas horas depois, apareceu um fiscal do parque municipal numa pick up (q permaneceu ligada desde a hora q o tal fiscal chegou até a sua partida)…. qt ao fiscal, este, estava totalmente despreparado para a captura do “animal silvestre”……..disse q estava sem luvas, q achava q o bichinho já estava capturado e tentou me enrolar falando pra eu deixar q mais tarde ela (o “animal silvestre” era uma fêmea) ia embora….hahaahhaha….falei, meu amigo, te arrumo luva e mais o q vc quiser ou precisar, mas vc NÃO vai embora daqui sozinho de jeito nenhum, eu tinha avisado q ela tava encurralada, mas q ninguém ia colocar a mão nela, isso era com vcs…….mas se não fosse meu marido e um amigo capturarem o bichinho com o “apoio” do fiscal, ele ia acabar ficando por lá msm……..mas a história não acabou…..hoje de manhã, qd fomos limpar o lugar, achamos 6 (seis) filhotes !!! ok, liguei direto pro tel. q o rapaz simpático do PARNASO havia me dado e reportei o acontecido mais ou menos às 9 e meia da manhã……à 1h da tarde, meu marido já tinha capturado os 6 (SEIS) filhotes com a ajuda de um amigo e ninguém do parque municipal ou da sec. mun. de meio ambiente havia aparecido ou se manifestado apesar de eu ter dito q eram pequenos e q eu estava preocupada com a alimentação deles……liguei várias vezes e falei com tantas moças e moços simpáticos e com boa vontade q eu não tenho coragem de dizer os nomes (pq eu sei o nome de tds eles !) ….falei com uma q me garantiu, às 3h q o fiscal estava na porta, saindo do parque para a minha casa (deve ter sido o msm do dia anterior q acabou achando q ia ter trabalho demais e não apareceu !).

Fato: até às 5 e pouco da tarde, ninguém tinha aparecido apesar das minhas insistentes ligações, até q um outro simpático me disse pra deixar os bichinhos ali msm q eles só iriam buscá-los amanhã pq era um animal noturno e q a mãe, provavelmente, apareceria à noite para alimentá-los….. amanhã, imagina, falei pra ele……vcs os estão sentenciando à morte pq o condomínio esta cheio de gatos q vão fazer um banquete (já embalado pra viagem)……então coloquei a caixa de papelão no carro e fui do parque do imbuí até o PARNASO, correndo o risco de ser presa por transportar “animais silvestres”, para q estes ficassem em segurança, nas mãos de um biólogo (q tb sei o nome, hein….rs) cujo, me garantiu o guarda florestal q os recebeu, cuidaria deles e iria alimentá-los de mamadeira até q eles pudessem se virar sozinhos e serem soltos por lá ! Só espero q isso, realmente, aconteça!”

Atualização 1: “ o pessoal do PARNASO foi mt legal, recebeu os bichinhos numa boa e eu acredito msm q eles estão em boas mãos, por isso os levei pra lá, para serem entregues ao guilherme andreoli ! Feio foi a falsidade do pessoal da sec. meio ambiente, defesa civil, parque municipal das montanhas, sei lá….q ficou num jogo de empurra e mentira, chegando ao ponto de uma funcionária (q eu to louca pra falar o nome) me dizer q o fiscal (q eu tb to doida pra dedar) estava na porta, saindo para a minha casa….isso eram 3h e ele não apareceu, ou seja, mentira dela, neh……se eu soubesse q ninguém apareceria, teria os levado bem mais cedo para q eles fossem alimentados logo !”(14/3)

Atualização 2: “acabei de falar com o guilherme andreoli ( biólogo do PARNASO) e ele disse q eles já estão bem e q tinha mais um filhotinho lá q tava solitário e se juntou a turma !!! eles vão ficar juntos num viveiro até crescerem mais e ficarem fortes para serem soltos lá no parque msm….q bom, agora to tranquila !! :-)” (14/3)

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  1. Muito bom saber que ainda existem pessoas iluminadas por Deus …. linda história e melhor ainda : com final feliz !!! Beijo a todos

  2. Ana, parabéns pela atitude! Mas, não posso perder a oportunidade de criticar esses cabides de subemprego aqui do “brasiu”; cada um fala um coisa, é um tal de empurra-empurra que me causa uma profunda revolta. abr

  3. Faz mais ou menos dois anos, encontramos uma gambá morta no jardim da casa, em Petrópolis, observamos que a barriga dela se mexia, aí uma amiga, que faz banho e tosa de cachorros, chegou para ajudar, e tirou da bolsa marsupial da gambá oito filhotinhos, os quais tentamos entregar nos Bombeiros, no Ibama, num veterinário credenciado que atende animais silvestres mas ninguém quis ajudar. Alimentamos os filhotes com mamadeira (Nan + gema de ovo) cada três horas, durante o dia e a noite, ao dia seguinte fomos ao Rio onde a SUIPA acolheu eles…….A SUIPA RECEBEU e fiquei sabemdo que ficaram no gatil, junto com outros recêm nascidos.
    Acho que eles foram bem tratados e foram devolvidos ao seu habitat quando já podiam se alimentar sozinhos.

  4. A menos que o animal silvestre esteja ferido ou em situação de perigo, o ideal é deixá-lo em paz. A insistência na captura da gambá fêmea quase acarretou, se é que não, a morte de seus seis filhotes. Gambás costumam escolher locais tranquilos em cima de árvores, ou forros de telhados, para terem seus filhotes e cuidar deles até que tenham condições de se virarem sozinhos na natureza, Deveria ser um enorme privilégio para alguém ter como vizinhos uma família de gambás. Portanto, resgatar animais silvestres somente em caso de ferimento ou situação de risco. Do contrário, o melhor é que sejam deixados em paz.

    1. Concordo. Muito triste a mãe ter sido separada dos filhotinhos. Se ela tivesse sido deixada lá, os filhotinhos e ela teriam maiores chances de sobreviver de uma forma mais natural. Deveriam apenas ser monitorados ate que conseguissem sair dali por conta própria. Alias funcionários despreparados não faltam. Só simpatia de nada adianta…

  5. Realmente, é assim mesmo. Pelo menos ela teve pra onde ligar. Aqui, posso encontrar o pé-grande, que ninguém faz nada. Só vai aparecer algum fiscal do parque se eu conseguir me comunicar por telepatia, e o pé-grande provavelmente já estará formado e fazendo mestrado na Suíça… [sim, tem coisas q me revoltam, desculpe o desabafo…]

  6. Muito importante isso que comentaram: animal silvestre também ocupa área urbana.

    Recolher todo e qualquer animal só pelo fato de ele ser silvestre, não resolve o problema, já que esse está na cabeça das pessoas. Gambá ou saruê, mico-estrela ou sagui, morcegos, garças, etc não oferecem risco que justifique seu recolhimento. Retirá-los de um lugar pra soltar em outro só causa outros vários problemas.

  7. Mais uma ecolouca que incomodada com os gambas em sua propriedade, resolve criticar o servidor publico, por que não se mobiliza para tentar melhorar as condiçoes de treinamento e trabalho dos servidores. Por que não foi lá ver as condiçoes reais do serviço publico. é uma pena os Brasileiros continuarem apos 40 anos com o mesmo discurso marxista-unversitaro.

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