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“Esportes” que ameaçam os animais

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Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/League Against Cruel Sports

Geralmente as pessoas entendem esporte como sendo futebol, vôlei ou até outro que envolva aventura. Nunca relacionam com machucar animais ou lhes causar pânico ou dor. O problema é que esses ‘esportes’ existem em alguns grupos da sociedade, ainda que ilegalmente.

Quando alguém pensa em esportes cruéis, a primeira coisa que vem à mente é a caça. Caçar pode ter muitas formas: os alvos podem incluir coelhos, lebres e faisões. A maioria, entretanto, pensa em caça às raposas, devido à cobertura que a mídia dá e ao sucesso das campanhas que a proibiram em 2004. Recentemente, políticos discutiram revogar a proibição, o que poderia causar consequências desastrosas para os animais que vivem pelo país acostumados com uma vida de relativa segurança.

Outro tipo de caça, cujo impacto ambiental é um ‘troféu’, é aquela que mata animais grandes e silvestres. Cruel por si só, a prática causa também efeitos desastrosos sobre o número de animais que ainda existem na natureza. A Liga Contra Esportes Cruéis estima que nos últimos 15 anos, 2.500 leopardos e 4.000 elefantes africanos tenham sido caçados desnecessariamente, junto a outras espécies que correm risco de extinção, informou o jornal London Evening Standard.

A tourada é outra prática que causa imensa dor aos animais envolvidos. Enquanto para uns pode parecer uma luta justa, na realidade é muito mais cruel, pois os touros geralmente são enfraquecidos com drogas antes de a atrocidade acontecer. Em alguns casos, os chifres são raspados, o que pode desorientá-lo. Só depois que o touro está entorpecido, debilitado, com uma dor extenuante, é que a luta começa. Os animais são sempre mortos no fim, não antes o toureiro esfaquear o animal na medula espinhal para que ele fique paralisado até morrer.

Finalmente as armadilhas. Feitas com um fio pequeno (ou laço), servem para capturar animais vistos como predadores, como raposas e arminhos. Entretanto, estas armadilhas não diferenciam os animais e muitos outros podem ficar presos, como texugos, cães e até gado. Montar armadilhas é proibido em muitos países da Europa, mas esta atividade ainda é considerada legal no Reino Unido e causa a morte e a dor prolongada de milhares de animais.

Estes ‘esportes’ causam terror a quem lê sobre, mas tais relatos podem ajudar as criaturas que estão na ponta do processo. A Liga Contra Esportes Cruéis se dedica a salvar animais feridos em nome de um “esporte”. Com incansável atuação, o grupo trabalha com a polícia local para rastrear as pessoas que praticam tais passatempos cruéis. Se um animal está sendo prejudicado, tenha certeza que a Liga quer por um fim nisso.

Para saber mais sobre o trabalho da Liga Contra Esportes Cruéis e como ajudar a salvar a vida de animais, prevenindo assim que eles vivam com dor e medo, entre no site www.league.org.uk.

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  1. Ainda há as brigas de galos e cachorros; o hipismo e as diversas modalidades de corridas de cavalos (sim…), e também de cachorros, avestruzes, lebres, camelos e sabe lá mais o quê – até caramujos! E os benditos rodeios sob todas suas formas, claro. Caça com falcões, torneios medievais; alguém já ouviu falar em lançamento de raposa? Esse não se pratica mais, felizmente, e deve ser porque era “perigoso” para os humanos… Pois é… Absurdos sem fim…

  2. Nunca esqueçam os cavalos quando falarem de esportes cruéis com animais… ninguém monta cavalo de esporte sem chicote, espora e embocadura de metal, e tudo isso machuca e assusta, sem contar a criação desses animais como produtos, são eutanasiados ou abatidos quando já não servem, vivem cmo dor e lesões, dopping, etc… não se enganem com o cavalo com trancinha e faias coloridas nas patas, por mais que as pessoas digam amar os cavalos… quem ama não chicoteia… ao menos que respeita não chicoteia. Muitos animais morrem todos os anos durante as provas hípicas, que dirá antes, depois, nos treinos, etc…

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