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Empresário encontra duas tartarugas estranguladas no litoral do Piauí

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Cortes nas nadadeiras e na cabeça dos animais.

Através de chamada efetuada pelo empresário Gustavo Rodrigues da Vila Itaqui, os técnicos do Projeto Tartarugas do Delta constaram na manhã desta quinta-feira, dia 06, a existência de duas tartarugas aruanãs (Chelonia mydas) com mais de um metro de carapaça, cada, com parte das nadadeiras anteriores estranguladas, além de cortes na região do pescoço provocados pela rede.

Os dois animais foram encontrados mortos na Praia do Itaqui em Luís Correia, litoral do Piauí, e tiveram várias partes do corpo dilaceradas provocadas pelo emaranhado nas redes utilizadas em pesca de arrasto em alto mar.

Segundo os biólogos do Tartarugas do Delta, existem vários fatores que contribuem com o quadro de extinção destes animais, por isso, existem programas de conservação para as espécies de tartarugas marinhas. Dentre os fatores que comprometem a sua sobrevivência, podem ser citados: colisão com barco; Emalhamento com redes de pesca (espera); Arrasto de camarão que leva a fauna acompanhante; Ingestão de anzóis e linha, causando ferimentos; Ingestão de lixo (plásticos); Degradação do habitat de áreas de reprodução e alimentação; Ocupação desordenada das praias; Circulação de veículos nas áreas de nidificação, causando a compactação na areia; Iluminação artificial; E depredação de ninhos.

Foto: Reprodução/ 180 Graus

Conforme informações dos técnicos, quando estes animais são encontrados na praia, registra-se a ocorrência, as características externas do exemplar são avaliadas e em seguida, classifica-se em três categorias, na proposta de justificar as prováveis causas da morte.

“A primeira é a ação antrópica que é definida como morte ocasionada por ação direta do homem, estando incluído nesta categoria: emalhamento, colisão com embarcações, derramamento de óleo e morte intencional de animal encalhado. A segunda são as causas naturais de enfermidades, definidas como mortes ocasionadas por predação ou por doenças. E a última denominamos de causa indeterminada, quando a informação sobre a morte do animal não estava disponível, normalmente acontece quando há estado de decomposição ou a localização do animal não permitiu a realização da necropsia ou ainda quando a necropsia não foi conclusiva” , explicou a coordenadora Técnica do projeto, bióloga Werlanne Santana.

A coordenadora disse ainda que uma alternativa para tentar minimizar ocorrências desta natureza é continuar desenvolvendo ações de educação ambiental, como ferramenta para a conservação. “Dentro do trabalho realizado, orientamos sobre técnicas de reanimação, caso as tartarugas marinhas seja encontradas emalhadas na rede de pesca”, revela.

A pesca às tartarugas marinhas é proibida por lei federal, mas existem ocorrências de emalhe acidental nos diversos tipos de artes de pesca, e sem conseguir respirar, o animal acaba desmaiando e às vezes chegam a óbito por estrangulamento. “Este foi o caso da ocorrência registrada na manhã desta quinta, onde foram encontradas duas tartarugas nos afloramentos rochosos perto da Vila Itaqui”, disse a bióloga.

“Infelizmente temos mais um registro para arquivar de encalhe no nosso litoral, contudo, gostaríamos de contar com a colaboração da comunidade, para que possa repassar informações sobre as ocorrências encontradas. Quando estes animais aparecem na praia geralmente estão mortos ou bastante debilitados, dificultando a possiblidade de animação”, solicitou Werlanne Santana.

Para ajudar os técnicos pedem que a comunidade evite jogar lixo na praia e ao encontrar tartaruga marinha emalhada na arte de pesca, retire o animal da rede com cuidado, deixe-o descansando com a parte posterior mais elevada, para que possa liberar a água que ingeriu, em seguida, devolva para o mar. “Às vezes o animal está apenas com sintomas de afogamento e facilmente é confundido como se estivesse morto. Nosso contato é (86) 9962-5065, podem nos ligar que deslocaremos uma equipe para realizar os procedimentos necessários”, finalizou.

O projeto Tartarugas do Delta, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, vem contribuindo com o levantamento de dados e divulgação destes resultados para comunidade em geral.

Fonte: 180 Graus

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  1. Mais um motivo para não comermos peixe, afinal, isso td aconteceu e acontece devido ao comércio de pescados! Fora o fato de ser um atentado contra a vida esse “esporte” chamado pescaria!

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