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ONGs da proteção animal e moradores lotam plenário para debater caso dos cães assassinados em Pelotas (RS)

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Por Tânia Cabistany

Vereador Ivan Duarte convocou encontro a pedido de protetores de animais (Foto: Moizes Vasconcellos)

A crueldade de um homem, que matou dois cachorros com lanças no sábado (1) à tarde, em Pelotas (RS), chocou a comunidade e motivou a realização de uma reunião na Câmara de Vereadores. O plenário da casa ficou lotado por dirigentes de entidades e organizações não governamentais (ONGs) de proteção animal, e pessoas que se chocaram com o caso. No encontro seria discutida a realização de audiência pública marcada para sexta-feira (7) às 19h e uma caminhada no final de semana. Posteriormente será divulgado se no sábado ou domingo.

Os cachorros – dois vira-latas – foram mortos na Cohab-Fragata. A justificativa do homem para o ato foi que os cães haviam ‘atacado’ seus filhos. A protetora de animais Aline Reis, 28, acadêmica de Enfermagem, faz um trabalho voluntário e foi chamada para ir ao local. “Me ligaram dizendo que os cães estavam caminhando pela rua com flechas cravadas. Mas era só um, o outro já havia morrido. Tinha um cabo de vassoura inteiro com uma lança na ponta, cravado no corpo dele. O intestino e o fígado estavam para fora”, relata.

Segundo Aline, a quadra inteira estava ensanguentada. Ela conta que conseguiu levar o cachorro para um veterinário, que o operou, porém sem sucesso, pois todos os órgãos estavam dilacerados. “Os vizinhos testemunharam que não teve grito das crianças e que eram elas que jogavam pedras nos cachorros. Foi feito exame e as crianças não apresentavam nenhum sinal de ataque dos cães. Eu estou apavorada com essa situação”, disse.

A reunião na Câmara, organizada pelo vereador Ivan Duarte (PT) a pedido de protetores de animais pela internet, contou com a presença de integrantes da Associação de Proteção e Amparo Animal Melhor Amigo (Apaama), da SOS Animais, da ONG A4, entre outras. As deliberações do encontro também serão divulgadas na internet.

Fonte: Diário Popular

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  1. Mais uma história de gente mau carater que reside em minha cidade natal.Eu e meu esposo que amamos e ja acolhemos animais de rua, dando-lhes uma nova chance salvando-lhes a vida, inclusive, ao ler uma notícia tão bárbara, o nosso sentimento é de revolta em saber que pessoas tão violentas cometerem tal crime contra animais indefesos e no final de tudo, não haver uma sentença a altura do mal que este ser humano cometeu aos pobres cachorros.

  2. Lembrando sempre , o nome do criminoso (sim , o que ele fez é crime ambiental, está na lei) chama-se Marco Aurélio Dias Pereira , 35 anos , funcionário da Freedon que fabrica cadeiras de rodas :S

  3. Caro Flávio, as coisas não são bem assim como você passa em seu comentário. As coisas não estão feias no RS. Garanto para você que horríveis atrocidades são cometidas contra animais diariamente no país inteiro e no mundo. Talvez o amigo tenha tido mais exemplos do Sul devido a termos felizmente aqui muitos defensores e protetores de animais, e esses abusos, maus tratos e assassinatos chegam até a mídia que geralmente não dá muita atenção a crimes contra animais.
    O caso da cadela Preta que você citou, os envolvidos foram julgados e condenados. Dois fizeram acordo judicial, pagaram altas multas e serviços comunitários, e outro julgado recentemente também recebeu alta multa. Infelizmente isso é Brasil e quem pode mais chora menos, ou seja, não pegaram prisão devido ao seu alto poder econômico.
    Recentemente outra pessoa foi condenada a 8 meses e 20 dias de prisão aqui em Pelotas, por ter matado a pauladas sua Pit Bull, ao ter roubada a sua bicicleta de dentro do quintal.
    Agora mais esse caso, graças a pressão popular e das ONGs també, pode ter certeza, de que não ficará impune, pois o RS tem dado exemplo em proteção animal para o mundo, mesmo com todas as atrocidades cometidas, e que repito, só chega a mídia pelo trabalho dos protetores e ONGs.
    É preciso avaliar melhor os comentários sobre um Estado, pois protetores valorosos e ONGs respeitadas existem em todos os cantos do nosso país.
    Informo a todos também que a passeata que será realizada em Pelotas é somente o primeiro passo. Na sexta-feira (14/10) teremos uma Audiência Pública onde será cobrado do município medidas preventivas dentre outros fatores. Além disso, já foi lavrado Termo Circunstanciado do crime e a delegada responsável já encaminhou o caso ao Ministério Público para procedimento. Representando uma das entidades envolvidas no acompanhamento desse caso, podemos garantir que iremos ás últimas instâncias para ver o culpado pagando pelo seu crime, e posso garantir também que a população pelotense está revoltada e os protetores e ONGs empenhadas no julgamento e posterior condenação do autor dos crimes.

  4. Oi Marcos, realmente, moro aqui em rio Grande, e houve um caso como o da cadela Preta, mas foi com um cachorro… e também ocorreu o caso do ônibus que atropelou uma cadela prenha e saiu no jornal, mas não fiquei sabendo se houve punição! Contudo, me orgulho de Pelotas, minha cidade natal, que tem dado exemplo para o Brasil em termos de punição contra crimes como este, só acho ainda as penas muito leves, considerando a violência que estes desumanos agressores vistos pela sociedade como “homens civilizados” cometem contra animais indefesos… Fica a pergunta: Quem faz com um animal, não faz com um humano? Será que estas pessoas não representam perigo para a sociedade?

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