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Resgate de onça dura cinco horas, em Franco da Rocha (SP)

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Felino subiu em árvore em Franco da Rocha com medo do barulho de máquinas pesadas e ficou preso a 15 metros de altura. Foto: Marcelo Palhais/Diário SP

Teve um final feliz o resgate de uma onça-parda, nesta terça-feira (27), em Franco da Rocha, cidade de 145 mil habitantes na Grande São Paulo. O animal, um jovem adulto de um 1,5 a 2 anos de vida, com cerca de 25 quilos, ficou preso nos galhos de um eucalipto, a 15 metros de altura.

A onça-parda, também conhecida como suçuarana, puma ou leão da montanha, foi carinhosamente chamada de Franco, em homenagem à cidade onde foi encontrada por veterinários e biólogos da Associação Mata Ciliar e do Parque de Guarulhos que participaram dos trabalhos de resgate.

A hipótese mais provável é de que Franco perambulava na área do Lago Azul, em busca de caça ou água, e subiu no eucalipto ao se assustar com o barulho de máquinas pesadas que faziam a terraplenagem de um futuro loteamento. No alto da árvore, ele foi visto por moradores. A onça-parda habita todo o continente americano. Animal de hábitos solitários e noturnos, foge da presença humana e só ataca se estiver acuado. Ele sofre com o processo acelerado de urbanização, que acaba com as florestas e cursos de água, seu habitat natural.

Resgate

A notícia de que a onça estava na árvore se espalhou rapidamente pela periferia de Franco da Rocha. Dezenas de curiosos se aglomeraram no entorno do que sobrou da mata de eucaliptos, cortada por um pequeno córrego.

A dificuldade foi acertar os tranquilizantes no felino, a 15 metros de altura. O animal corria o risco de morrer se, inconsciente, caísse da árvore. A onça ficou horas apoiada em alguns galhos finos. Os trabalhos foram comandados pela veterinária Cristina Harumi Adania, especialista em felinos.

O problema era a altura da escada, de oito metros, insuficiente para chegar perto do animal. Ela foi apoiada numa árvore ao lado da que estava a onça, mas longe demais para acertá-la com os dardos cheios de tranquilizantes, disparados por uma pistola de pressão.

A onça, assustada, acompanhava toda a movimentação, sem espaço para se mexer. Se descesse e se sentisse encurralada, poderia atacar. Neste caso, teria de ser sacrificada.

Embaixo do eucalipto, para tentar amortecer uma possível queda, os bombeiros usaram cordas para amarrar uma “cama” de lona em várias árvores.

Após muitas tentativas, o bombeiro Torres acertou dois tiros. Por sorte, a onça “dormiu” presa nos galhos. Não caiu. Os bombeiros Barcala e Anderson escalaram a árvore, içaram Franco e o abaixaram, são e salvo. Eles agiram com rapidez, antes do fim do efeito dos remédios. Todos aplaudiram.

No final da tarde, após oito horas em cima da árvore, a onça estava desidratada mas aparentemente bem. Ela foi removida para o Parque de Guarulhos, onde seria examinada. Se tudo der certo, vai ganhar liberdade e voltar à natureza no Parque Juqueri, nesta quinta-feira.

Fonte: Diário de SP

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