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Segundo estudo, adolescentes que maltrataram animais têm 3 vezes mais chance de cometer crimes violentos

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Por Camila Arvoredo  (da Redação)

Os adolescentes que já maltrataram um animal têm três vezes mais chance de cometer um delito violento, agressões, assaltos e ferir alguém, indica um estudo suíço.

Créditos foto: “Le Matin”.

Os adolescentes que admitem ter maltratado um animal apresentam um risco três vezes maior de cometer delitos com violência, agressões, assaltos e ferir alguém. Esta é a conclusão de um estudo feito com mais de 3.600 estudantes de diferentes regiões da Suíça, afirmou o jornal suíço “Le Matin”.

Os criminologistas Martin Killias da Universidade de Zurich e Sonia Lucia, da Universidade de Genève se debruçaram sobre uma grande quantidade de jovens estudantes, sejam 3.648 de 7º a 9º anos, provindos de 210 salas de aula de 70 escolas diferentes.

Dentro do contexto deste estudo, realizado em 2006, os estudantes deveriam responder a um questionário virtual, um método julgado como válido, principalmente no caso de avaliar a amplitude dos maus-tratos realizados contra animais, fato raramente estudado.

Resultados: 12% dos jovens, sendo 17% meninos e 8% meninas, admitiram ter maltratado voluntariamente um animal. Em 29% dos casos esses animais eram gatos, cachorros ou outros animais domésticos, 18% dos casos se referiam a peixes, rãs ou lagartos, 11% se referiam a pássaros e o resto de insetos ou outros invertebrados (formigas, moscas e caracóis principalmente).

Se tais atos são relativamente comuns, isto não significa que eles sejam largamente aceitos, escrevem os autores do estudo na revista estado-unidense “Psychology of Violence”. Somente 4% dos meninos e 1% das meninas, seja 2,4% do total, acham que os animais merecem ser maltratados ou que é divertido.

Uma grande maioria dos 80% julga que é um ato hediondo. Entretanto, os pesquisadores revelam que 24% dos meninos e 12% das meninas (18% no total) não possuem opinião formada, o que sugere uma aceitação silenciosa ou que a indiferença atinge a maioria dos jovens.

Delitos violentos

Os pesquisadores compararam esta amostra, em seguida, com as respostas dos estudantes a questões relativas a delitos eventuais que eles teriam cometido. A conclusão não gera dúvidas: maltratar um animal está associado aos atos delinqüentes de todos os tipos e mais particularmente àqueles relacionados a vandalismo, agressões violentas e outros delitos sérios.

Um jovem que maltratou um animal tem três vezes mais riscos de cometer este tipo de ato. A correlação é, todavia, fraca quando relacionada a delitos menos graves ou sem violência, como furto, por exemplo.

Isto sugere, escrevem os pesquisadores, que a crueldade contra os animais está relacionada aos delitos que envolvem raiva e violência e que a primeira poderia constituir um indício de desvio geral ou comportamento anti-social.

Crueldade por níveis

Estes achados confirmam outros estudos que observaram a crueldade contra animais no passado de delinqüentes violentos. A questão de saber se a violência contra os animais e a contra animais humanos são manifestações de um mesmo traço de caráter ou se a primeira gera a segunda permanece em aberto.

A primeira hipótese não faz justiça ao fato de que certas pessoas muito violentas em relação a animais humanos se comportem de maneira exemplar com relação aos animais, notam os pesquisadores. Quanto à segunda, dita como “de aprendizagem”, ela postula que a crueldade contra um animal e contra animais humanos necessita de uma evolução, dada por níveis e que a violência extrema é improvável quando não passa por etapas intermediárias.

Estar atento às pistas

“A descoberta de crianças que maltratam animais deveria ser considerada como um passo para a delinquência” escrevem Martin Killias e Sonia Lucia nas conclusões de seu estudo. Os profissionais sugerem uma maior atenção a tais indícios.

“Trata-se de focar a atenção de maneira particular a crianças que cometem atos de crueldade contra animais” indicou o pesquisador. A agressividade, sendo uma desordem estável durante o tempo, deve ser considerada pelos profissionais como uma forma de não-adaptação que pode persistir.

Os cientistas sublinham a necessidade de aprofundar a pesquisa, notadamente para a verificação da causa da crueldade. Também seria importante saber em que idade as crianças começam a maltratar os animais, a fim de determinar se estes atos precedem outros. A pesquisa em questão – o primeiro estudo com amplitude nacional realizado na Europa – ainda não pode responder a estas questões.

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  1. Ora..maltratar um animal em si já é um crime..o problema é que ninguem faz nada com quem comete este crime..deveria ser severamente punido…mas a mentalidade humana ainda é muito atrasada para entender que NÃO SOMOS MELHORES QUE OS ANIMAIS E ELES TB SÃO UM MILAGRE DA VIDA.

  2. Nunca tive duvidas sobre o questionamento dessa pesquisa.

    ”A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.”

  3. é verdade..o homem acha que pelo fato de andar em pé, dirigir, trabalhar, e falar..eh alguém melhor do que os animais.
    Animais ( geral ) sentem frio, andam, comem, FALAM, sentem dor, se apaixonam, se alegram, namoram, geram filhos, choram, brincam, sentem calor, sentem frio, a diferença é que AMAM INCONDICIONALMENTE.

  4. Muitas vezes vemos os pais dando risada e reforçando essa atitude indigna, mandando a criança pisar na formiga,ou em qualquer outro inseto e dando risada, fico indignada precisamos rever esses conceitos ultrapassados.

  5. Monstrando o q é óbvio!!!!!!!!! Futuros psicopatas… Como o caso da égua, q foi cruelmente espanda e perfurada no ânus, se vcs prestarem bem atenção, todo psicopata qndo criança, cometiam atos de crueldade e covardia contra esses peludinhos! Punição já!!!!!!!!!!!!!! Por mim, até pena de morte, p esse ato cruel!!!

  6. Concordo! Eu não acredito nessa coisa de superioridade, o que existe são diferenças. Pena que desde o inicio o ser humano não aceita as diferenças e se acha melhor do que qualquer outro (humano ou não-humano).
    A solução é: aprender a aceitar as diferenças como parte da vida e de nosso aprendizado para ser uma pessoa melhor.

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